Música

Álbum de Cristóvão Bastos e Rogério Caetano homenageia violonista Raphael Rabello

'Cristóvão Bastos e Rogério Caetano' está disponível nas plataformas digitais

Devana Babu*
postado em 08/08/2020 15:13 / atualizado em 10/08/2020 18:35
Cristóvão Bastos ( Violão de 7 cordas de aço ) e Rogério Caetano ( piano ), músicos de choro -  (foto: Gabriela Perez/Divulgação)
Cristóvão Bastos ( Violão de 7 cordas de aço ) e Rogério Caetano ( piano ), músicos de choro - (foto: Gabriela Perez/Divulgação)

Cristóvão Bastos e Rogério Caetano, álbum lançado em julho, possui estética marcada pela simbiose entre o piano e o violão de sete cordas de aço dos intérpretes que dão nome ao disco. Cristóvão, pianista carioca, trabalhou com nomes como Chico Buarque, Aldir Blanc e Paulinho da Viola. Rogério, violonista brasiliense, tem oito álbuns na discografia, entre projetos solo e parcerias, e tocou com Yamandú Costa, Hamilton de Holanda, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Beth Carvalho, Caetano Veloso, Monarco, Dona Ivone Lara, entre outros.

Os dois se conheceram na Escola de Música de Brasília, durante um curso de verão no qual ambos davam aulas, e acabaram tocando juntos pela primeira vez. “A gente teve uma empatia muito grande, tanto musical quanto pessoal. A partir disso, a gente sempre esteve próximo, em contato. Temos uma amizade grande, respeito e admiração mútua”, conta Rogério.

 

Álbum Cristóvão Bastos e Rogério Caetano
(foto: Reprodução)


Tempos depois, Rogério faria um projeto chamado Rogério Caetano convida, que acabou se tornando um álbum ao vivo, e Cristóvão era um dos convidados. Quando Rogério começou a circular com o álbum, Cristóvão, mais uma vez, era um dos convidados para dividir o palco. “Dessa forma, a gente começou a desenvolver um repertorio e amadurecer. Fizemos várias viagens juntos e o nosso trabalho em duo começou a tomar forma”, esclarece o violonista.

Cinco dessas músicas, todas de Rogério, estão presentes no álbum. Das outras seis, de Cristóvão, três foram aprendidas para o disco, porque Cristóvão achou que cairia bem para o dueto entre cordas e teclas. Outras duas, Acreditei nos beijos dela, são parcerias do pianista com Paulinho da Viola, aprendidas por Rogério nos LPs do amigo. Choro saudoso, parceria de Cristóvão com Paulo César Pinheiro, é outra conhecida de longa data e presta homenagem ao violonista Raphael Rabello. “Raphael Rabello é minha principal referência. É minha inspiração para esse trabalho que faço, ele e o Dino Sete Cordas. O meu trabalho mantém o som característico fundamentado pelo Dino, mas com esse espírito de solista do Rafael Rabelo”, completa o violonista.

 

*Estagiário sob a supervisão de Igor Silveira

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