Entretenimento

Filho de Roberto Bolaños, criador de Chaves, deixa Televisa

Roberto Gómez Fernández e emissora mexicana estão em conflito pelos direitos do programa. Em agosto, 'Chaves' e 'Chapolin' foram tirados do ar em todos os canais na América Latina

Correio Braziliense
postado em 16/09/2020 17:42
 (crédito:  Televisa/Divulgação)
(crédito: Televisa/Divulgação)

Roberto Gómez Fernández, o filho de Roberto Gómez Bolaños, criador e protagonista nos seriados Chaves e Chapolin, anunciou que vai sair da Televisa. Por meio de um comunicado nas redes sociais, publicado nesta quarta-feira (16/9), ele afirmou que foi um decisão difícil, principalmente pelos 17 anos de trabalho na emissora mexicana. “Por este meio, quero comunicar que, depois de uma longa e extraordinária história, a partir de hoje deixo de fazer parte da Televisa”, anunciou Fernández, na conta oficial no Twitter.


Uma das razões para a decisão é o conflito por causa dos direitos de Chaves (Chavo del ocho), que em agosto, foi tirado do ar de todos os canais na América Latina . O SBT, por exemplo, teve que abrir mão da transmissão que ocorria há 36 anos, assim como o canal Multishow que por dois anos teve o seriado na programação. Milhares de espectadores lamentaram a perda nas redes sociais, já que o programa e os personagens Chaves, Chiquinha, Kiko, Seu Madruga, Dona Florinda, Professor Girafales, Dona Clotilde, Seu Barriga e tantos outros fizeram parte da infância e adolescência de diferentes gerações.

Houve também um movimento para restabelecer a exibição do programa. Fãs criaram uma petição on-line que ultrapassou 25 mil assinaturas. Vale lembrar que o seriado já havia saído do ar, no SBT, devido a um problema de renovação de contrato com a Televisa, mas voltou a programação após abaixo-assinado de fãs em 2003.

Florinda Meza, eterna Dona Florinda e viúva do ator intérprete de Chaves, também se manifestou nas redes sociais, na época do anúncio: "Vai contra seus próprios interesses comerciais, porque, neste momento, queremos ver tudo que nos faça lembrar de um mundo que foi melhor. Chespirito já é um programa cultuado. É parte do DNA dos latinos, e que levamos em nossa memória genética. Pretender eliminá-lo do nada é uma medida pouco inteligente", lamentou por meio de publicação no Instagram.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação