Celebridades

Figura comentada nos anos 1970, Leila Cravo morre longe dos holofotes

Atriz de novela e apresentadora do Fantástico morreu em agosto, mas a morte não foi noticiada

Correio Braziliense
postado em 02/10/2020 11:22

Capa da revista O Cruzeiro estrelada por Leila Cravo
Capa da revista O Cruzeiro estrelada por Leila Cravo (foto: O Cruzeiro/Reprodução)

Das pornôschanchadas às novelas, dos programas infantis ao Fantástico, Leila Cravo fez de tudo na televisão brasileira. Um grande símbolo sexual dos anos 1970, a atriz e apresentadora viu a fama passar como areia entre os dedos. A artista morreu, em 5 de agosto deste ano, aos 66 anos no Rio de Janeiro, mas esquecida, não se teve notícias de sua morte. Ela foi levada ao hospital com dores, mas morreu sob os cuidados médicos.

Leila Cravo estampou várias capas de revista nos anos 1970, mas começou nas telas com os famosos filmes de pornôchanchada. Ela estreou em novelas com um pequeno papel em O semideus, de Janete Clair, em 1973. No entanto, a carreira de Leila na atuação se resume a trabalhos entre 1973 e 1979. Posteriormente, ela trabalhou no Fantástico e em um programa infantil de uma afiliada da TV Bandeirantes em Cascavel no Paraná.

De atriz a empresária, Leila largou a carreira artística e passou a investir nos negócios no tempo em que morava no Paraná. Aos poucos foi saindo dos holofotes e perdendo a fama que conquistou na televisão, no cinema e no teatro. Assim chegando ao ponto de 2020, ano em que morreu anônima, nem a própria página da Wikipédia teve o motivo da morte registrado. Ela deixa a filha Tathiana, de 38 anos, e a neta Ana Julia, de 11.

O caso do motel Vip’s

Um dos fatores cruciais da vida de Leila se deu na vida pessoal. Um caso misterioso e brutal no motel Vip’s em 1975. A artista teria caído da suíte presidencial do estabelecimento, a 18 metros de altura, e foi encontrada com um bilhete na mão. Leila estava muito machucada. A atriz teve politraumatismo craniano e ficou 13 dias em coma.

O motel Vip’s era um espaço de luxo no Rio de Janeiro. Um grande espaço que fica entre os bairros nobres Leblon e São Conrado. Atualmente, ainda está em funcionamento sob a tutela da empresária Vera Loyola. O estabelecimento chegou a fechar as portas em 2019, mas voltou em 2020.

A história tem duas versões. A primeira é de que Leila teria chegado ao motel com o namorado, o empresário Marco Aurélio Sampaio Moreira Leite, e outros dois homens a esperavam dentro do quarto, sendo um deles um Ministro de Estado da ditadura militar. Os três teriam espancado e estuprado a atriz e forjado uma situação que parecesse suicídio. A segunda seria uma tentativa de suicídio de Leila Cravo, que teria saído do quarto apenas enrolada em um lençol e se jogado de um jardim no andar.

Nenhuma das duas hipóteses levantadas foi realmente comprovada, apesar da primeira ser muito mais replicada e acreditada. Leila nunca revelou quem seria o Ministro de Estado e teve a história abafada na mídia. A artista chegou a lançar o livro Passagem secreta em 1979 no qual falou da noite de 12 de novembro de 1975, mas de forma metafórica. Ela se referia a um “milagre”, por ter vivido após o caso.

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