LITERATURA

Dois anos de Maria Cobogó

Victoria Côrtes*
postado em 15/10/2020 20:26 / atualizado em 15/10/2020 20:53
 (crédito: Thaís Mallon/Divulgação)
(crédito: Thaís Mallon/Divulgação)

O Maria Cobogó começou como uma ramificação do Mulherio das Letras em Brasília há dois anos. Desde 2018, o coletivo tem dado voz e visibilidade para talentos que compõem a literatura feminina no Distrito Federal. Nos dois anos de existência, diferentes histórias foram lançadas. São 12 livros de 12 autoras da cidade até agora. O grupo é formado por Christiane Nóbrega, Solange Cianni, Claudine Duarte e Marcia Zarur.

Solange, uma das integrantes do coletivo é pedagoga, psicopedagoga terapeuta holística, mas nasceu com a cabeça cheia de ideais para inventar histórias. De acordo com ela, ser parte do coletivo é ser livre para sonhar novos livros e saber que não está sozinha. “É ser inspiração para tantas outras Marias, que também sonham em contar as suas histórias. É ser coletivo e singular”, conta.

Da convivência entre as mentes criativas surge a vontade de trilhar o caminho da escrita entre elas. É o que diz Christiane Nóbrega. Formada em direito, ela sempre foi apaixonada por letras e formação de palavras. “Da convivência, surgiu a vontade de trilharmos juntas o caminho da escrita, que, por essência, é um ato solitário. Assim, cada uma com sua habilidade, seguimos tirando projetos das gavetas e realizando nossos sonhos”, destaca Chris Nóbrega.

O que mantém o Maria Cobogó vivo é o amor imenso que as mulheres do coletivo têm pela literatura e a expertise delas somadas, de acordo com a integrante e jornalista Marcia Zarur. “Isso nos move e nos une. E, apesar de sermos mulheres muitos diferentes, temos uma imensa sintonia nos valores e um afeto muito grande, que faz com que os desafios e vitórias individuais sejam compartilhados, sentidos e comemorados por todas”, expressou Zarur.

*Estagiária sob supervisão de Igor Silveira

 

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