Reality show

Leyllane Carla e Larissa Vitorino representam o DF no 'The voice'

Leyllane Carla e Larissa Vitorino estão na fase de batalhas da nona temporada do 'The voice Brasil', representando os times de Lulu Santos e Michel Teló

Adriana Izel
postado em 10/11/2020 07:36 / atualizado em 10/11/2020 08:39
Leyllane Carla e Larissa Vitorino -  (crédito: Arquivo Pessoal)
Leyllane Carla e Larissa Vitorino - (crédito: Arquivo Pessoal)

A música brasiliense e o The voice Brasil flertam desde a primeira temporada do reality show, que sagrou a ceilandense Ellen Oléria como a grande campeã na estreia da disputa musical da Rede Globo. Desde então, diversos artistas brasilienses ou radicados no quadradinho estiveram no programa mostrando seu talento. Oito anos depois de uma brasiliense vencer a atração, a capital tenta de novo sagrar uma artista local com o título de “a voz do Brasil”.

O sonho candango será representado por duas cantoras: Leyllane Carla, nascida e criada em Planaltina, e Larissa Vitorino, mineira de nascença, mas candanga de coração. As duas foram aprovadas na fase das Audições às cegas da nona temporada, que acabou estreando atrasada por causa da pandemia da covid-19 e voltou seguindo os protocolos de segurança contra o novo coronavírus. Agora, ambas seguem para a segunda etapa, intitulada Batalhas, quando dois dos 16 participantes de cada time do programa — ao todo são quatro, comandados por Michel Teló, Carlinhos Brown, Lulu Santos e IZA — duelam entre si por uma vaga na próxima fase.

Leyllane Carla foi a primeira brasiliense a entrar na nona temporada. Ela foi aprovada na terceira noite das Audições às cegas. Essa foi a segunda vez que a artista de 28 anos se inscreveu. Porém, foi a primeira que chegou a ser chamada para a seletiva e depois para subir ao palco do programa. “O The voice veio para me dar uma alavancada. Eu estava desanimada em relação à música. Mas com a aprovação foi como se a música me dissesse ‘seu lugar é aqui’”, conta.

Leyllane foi uma das artistas da temporada que contou com quatro cadeiras viradas. Ou seja, todos os quatro técnicos disputaram a presença dela em seus times. Tudo isso porque os artistas ficaram apaixonados pela versão da planaltinense para Respeita as minas, canção de Kell Smith. Faixa essa que a cantora escolheu como forma de passar uma mensagem de respeito às mulheres. Apesar de ter recebido elogios de todos os técnicos, inclusive muitos de Brown, ela escolheu seguir com Lulu Santos.

A aparição no programa já mudou a vida de Leyllane. Nas redes sociais, ela pulou de dois mil seguidores para mais de 15 mil. Na rua em que mora, o dia da aprovação foi de gritaria. Até autógrafo ela diz que deu. Mesmo assim, a brasiliense continua tímida e seguindo a rotina de aulas de música e de apresentação nos bares da cidade. “Tem sido um reconhecimento sensacional. A repercussão foi imediata. Minha agenda está aberta para apresentações”, garante.

A música apareceu na vida da artista quando ela tinha 3 anos. Na época, cantava na igreja incentivada pela mãe. Depois, na adolescência, passou a cantar em eventos. Teve uma banda de baile, que acabou não dando certo. Então resolveu estudar. Fez um curso técnico de canto popular e técnicas vocais e, quando fez 18 anos, passou a dar aulas. Ela diz que o público pode esperar muita diversidade em sua participação no The voice. “Sou uma musicista eclética. Estou pronta para cantar o que aparecer. Mas tenho muito amor pelo pop e pela MPB”, adianta.

Gratidão a Brasília

Apesar de ser natural de Ituiutaba, cidade de Minas Gerais, a cantora Larissa Vitorino fez questão de representar a capital federal no reality show. Foi em Brasília que Larissa conseguiu, finalmente, realizar o sonho de viver de música, depois de muitos perrengues. Ela, inclusive, se emociona ao dizer isso: “Escolhi representar Brasília, porque foi uma cidade que me recebeu bem. Me permitiu comprar meu apartamento, meu carro, viver de forma digna de música”.

A chegada à capital foi quase por acaso. Ela foi convidada por um amigo de um amigo, quando tentava a vida em São Paulo, para assumir os vocais da banda Joy. A oportunidade mudou os rumos de Larissa. Aqui firmou morada, criou a banda Lavi, tocou com Alysson Takaki, montou um home studio — onde grava backing vocal, violão e jingles —, passou a dar aulas de música para alunos do Ensino Médio e escreveu 12 livros didáticos sobre música. Quando resolveu que tinha de alavancar a carreira, o The voice bateu na porta. Ou quase isso, recebeu um e-mail de um produtor do programa a convidando para a seletiva, fato que aconteceu no dia seguinte a um amigo dizer que havia sonhado com a mãe dela, que morreu há dois anos, dizendo para a filha “voar”. “Não fiz inscrição, um produtor pegou meu cartão e estava na caixa do meu e-mail o convite para a seletiva. Veio a pandemia e pensei que o programa não ia mais acontecer”, explica.

Aconteceu e Larissa conquistou a última vaga da temporada. Ela foi a última artista a se apresentar, garantindo a participação no programa no time de Michel Teló, o maior vencedor da história do reality show. “Eu não sabia que era a última vaga. Estava cantando e dando o melhor que podia, torcendo para que desse certo”, lembra. A vaga foi conquistada ao som de Quero ser feliz também, da banda Natiruts. “Realmente gosto dessa música, fala coisas que acredito, gosto da linha melódica, me sinto bem cantando. Foi uma escolha natural. Depois percebi que estava cantando Natiruts, que é um símbolo de Brasília e eu escolhi representar a cidade”, comenta, sobre coincidência.

Para a próxima fase, Larissa diz que pretende cantar coisas diferentes e surpreender. “Estou querendo tocar violão, sou apaixonada pelo instrumento. É muito difícil para uma mulher conseguir esse espaço. Então, quero tocar”, diz. Outro desejo, que é maior até do que o de vencer o programa, é cantar a composição feita para a mãe dona Lurdinha, música que ganhou o título (provisório) de Vem visitar. “Estou indo um passo de cada vez. Muito feliz de estar no programa. Meu sonho no programa não é ganhar, é cantar a música que fiz para minha mãe. Quero poder fazer isso”, acrescenta.

Essa seria uma forma de homenagear a mãe, que sempre fez sacrifícios pela filha. Ela lembra que a matriarca acordava três horas da manhã para ficar na fila para garantir a vaga dela no conservatório de Minas, onde ela aprendeu a tocar violão e o que a fez poder tocar profissionalmente aos 14 anos.


 

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