Oscar

Fernanda Montenegro merecia o Oscar em 1999, defende Glenn Close

Em entrevista, Glenn Close disse que não entendeu como Gwyneth Paltrow ganhou de Fernanda Montenegro, que concorria por ‘Central do Brasil’

Correio Braziliense
postado em 24/11/2020 15:52 / atualizado em 24/11/2020 15:53
 (crédito: AFP / Robyn Beck e Globo/Divulgação)
(crédito: AFP / Robyn Beck e Globo/Divulgação)

A atriz Glenn Close, de A esposa, disse que não entende como Fernanda Montenegro perdeu o Oscar de melhor atriz para Gwyneth Paltrow em 1999. A afirmação foi feita durante entrevista à rede americana ABC. O comentário surgiu após perguntarem para a artista sobre formas de encarar a opinião dos outros a respeito de quem deveria levar o prêmio ou não.

"Honestamente, eu nunca entendi como é possível comparar atuações. Eu me lembro do ano em que Gwyneth Paltrow ganhou da atriz incrível de Central do Brasil. Eu pensei: 'O que? Isso não faz sentido”, compartilhou Glenn Close. Na ocasião, Fernanda Montenegro concorreu pelo papel de Dora, professora aposentada em Central do Brasil, e perdeu para Gwyneth Paltrow em Shakespeare apaixonado.

A entrevista de Glenn Close na ABC ocorreu para promover o recente filme Era uma vez um sonho, estrelado por ela ao lado de Amy Adams, de Doubt. O filme é sobre uma família pobre que lida com a mãe, Beverly, dependente química e a avó, Mamaw, a qual incentiva um futuro diferente para a filha. Embora indicada sete vezes ao Oscar, Glenn Close não ganhou nenhuma vez.

Central do Brasil

Fernanda Montenegro foi a única brasileira da história indicada ao Oscar na categoria de atuação, pelo filme Central do Brasil. Dirigido por Walter Salles, o longa conta história de uma professora aposentada, Dora, que escreve cartas para pessoas analfabetas se comunicarem com as famílias. Uma das clientes morre em acidente de ônibus e o filho dela, Josué, parte em uma viagem com Dora, no Nordeste, para procurar e conhecer o pai.

A obra Central do Brasil também concorreu ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro em 1999, mas perdeu para A vida é bela, do diretor italiano Roberto Benigni. Além desta indicação, a produção brasileira venceu os prêmios do Globo de Ouro, o BAFTA e no Festival de Cinema de Berlim.

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