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Os eleitos para a festa do cinema

Ricardo Daehn
postado em 24/11/2020 20:20 / atualizado em 24/11/2020 21:10
 (crédito: Felipe Fernandes/Divulgação)
(crédito: Felipe Fernandes/Divulgação)


Autor de filmes que cercaram personalidades como Juscelino Kubitschek, Glauber Rocha e Tancredo Neves, o cineasta Silvio Tendler, à frente da curadoria e da direção artística do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, estruturou uma seleção de produções politizadas e com forte traçado cultural, como se nota na lista de 30 filmes ordenados para o evento que ocorrerá entre 15 e 20 de dezembro. A festa, dada a pandemia, em 2020, será on-line, com títulos exibidos no Canal Brasil e pelo streaming do Brasil Play.
Entre os filmes de longa-metragem, na seleção presidida pelo diretor André Luiz Oliveira, desponta apenas uma ficção: Longe do paraíso (do veterano Orlando Senna).No filme, um pistoleiro tenta se desvencilhar da morte. Todas as outras cinco produções na disputa pelo prêmio Candango são documentários. Os temas são variados e alcançam homenagens a personalidades das artes no Brasil, caso de Ivan, o Terrível (de Mario Abbade), que cerca o mestre do terror Ivan Cardoso, e A luz de Mário Carneiro, obra de Betse de Paula que examina as criações do diretor de fotografia associado ao Cinema Novo.
O famoso protagonista da obra literária de Mario de Andrade ganha um estudo em Por onde anda Makunaima?, conduzido por Rodrigo Séllos e roteirizado pela ex-repórter do Correio Juliana Colares; outro diretor que estará na disputa pelos troféus Candango. Noutra esfera temática, a região do assentamento urbano mineiro chamado Eliana Silva é decifrada, em período pré-eleitoral, pelas lentes da dupla Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito, no longa Entre nós talvez estejam multidões. Também integrante da lista dos longas, o filme de Natara Ney Espero que esta te encontre e que estejas bem exalta a ação do tempo e das memórias num relacionamento amoroso.
Na categoria de curtas-metragens de um universo de 463 inscritos, 12 foram selecionados. Filmes como Quanto pesa, Inabitável e Vitória, respectivamente, trarão de volta diretores presentes em Brasília em outras ocasiões do evento, casos do maranhense Breno Nina (premiado ator do longa brasiliense O último Cine Drive-in), dos pernambucanos Matheus Faria e Enock Carvalho, e do mineiro Ricardo Alves Jr. A categoria, mais aberta a ficções, terá ainda documentários como A morte branca do feiticeiro negro e À beira do planeta mainha soprou a gente.
No bloco dos filmes escolhidos para composição da Mostra Brasília, sucesso no Festival de Cinema desde a edição realizada em 1996, estão filmes assinados por Péterson Pain, Dácia Ibiapina, Edson Fogaça e o veterano Jorge Bodanzky. No processo de escolha, foram analisados 79 curtas e 23 longas. Um dos destaques, no ano em que Brasília completou 60 anos, deve ser Delfini Brasília, olhar operário, documentário de Maria do Socorro Madeira que contempla vida simples e a obra monumental de um dos construtores da capital.

Autor de filmes que cercaram personalidades como Juscelino Kubitschek, Glauber Rocha e Tancredo Neves, o cineasta Silvio Tendler, à frente da curadoria e da direção artística do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, estruturou uma seleção de produções politizadas e com forte traçado cultural, como se nota na lista de 30 filmes ordenados para o evento que ocorrerá entre 15 e 20 de dezembro. A festa, dada a pandemia, em 2020, será on-line, com títulos exibidos no Canal Brasil e pelo streaming do Brasil Play.
Entre os filmes de longa-metragem, na seleção presidida pelo diretor André Luiz Oliveira, desponta apenas uma ficção: Longe do paraíso (do veterano Orlando Senna).No filme, um pistoleiro tenta se desvencilhar da morte. Todas as outras cinco produções na disputa pelo prêmio Candango são documentários. Os temas são variados e alcançam homenagens a personalidades das artes no Brasil, caso de Ivan, o Terrível (de Mario Abbade), que cerca o mestre do terror Ivan Cardoso, e A luz de Mário Carneiro, obra de Betse de Paula que examina as criações do diretor de fotografia associado ao Cinema Novo.
O famoso protagonista da obra literária de Mario de Andrade ganha um estudo em Por onde anda Makunaima?, conduzido por Rodrigo Séllos e roteirizado pela ex-repórter do Correio Juliana Colares; outro diretor que estará na disputa pelos troféus Candango. Noutra esfera temática, a região do assentamento urbano mineiro chamado Eliana Silva é decifrada, em período pré-eleitoral, pelas lentes da dupla Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito, no longa Entre nós talvez estejam multidões. Também integrante da lista dos longas, o filme de Natara Ney Espero que esta te encontre e que estejas bem exalta a ação do tempo e das memórias num relacionamento amoroso.
Na categoria de curtas-metragens de um universo de 463 inscritos, 12 foram selecionados. Filmes como Quanto pesa, Inabitável e Vitória, respectivamente, trarão de volta diretores presentes em Brasília em outras ocasiões do evento, casos do maranhense Breno Nina (premiado ator do longa brasiliense O último Cine Drive-in), dos pernambucanos Matheus Faria e Enock Carvalho, e do mineiro Ricardo Alves Jr. A categoria, mais aberta a ficções, terá ainda documentários como A morte branca do feiticeiro negro e À beira do planeta mainha soprou a gente.
No bloco dos filmes escolhidos para composição da Mostra Brasília, sucesso no Festival de Cinema desde a edição realizada em 1996, estão filmes assinados por Péterson Pain, Dácia Ibiapina, Edson Fogaça e o veterano Jorge Bodanzky. No processo de escolha, foram analisados 79 curtas e 23 longas. Um dos destaques, no ano em que Brasília completou 60 anos, deve ser Delfini Brasília, olhar operário, documentário de Maria do Socorro Madeira que contempla vida simples e a obra monumental de um dos construtores da capital.

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