Música

Tais Alvarenga deixa 'lado triste' para dar viver a múltipla ALVA em novo EP

Em entrevista ao Correio, a cantora comenta a mudança na carreira, que perpassa desde o nome artístico até o estilo musical que explora em 'De onde eu vim o amor não acaba'

Adriana Izel
postado em 22/12/2020 10:30 / atualizado em 22/12/2020 10:35
 (crédito: Lana Pinho/Divulgação)
(crédito: Lana Pinho/Divulgação)

"Passei muito tempo dentro de uma caixa, achando que eu tinha que ser uma artista triste, que toca piano. De repente, vi que eu, na verdade, poderia viver várias vidas". A fala é de ALVA, a nova alcunha da cantora, compositora e musicista Tais Alvarenga. A outra faceta surgiu no ano passado, mas foi oficializada em 2020 com o lançamento do primeiro EP sob o novo nome artístico.

De onde eu vim o amor não acaba foi pensado para ser um disco. No entanto, com a pandemia e a decisão da gravadora de não bancar a nova fase de artista, o material acabou se tornando num EP de seis faixas. O disco é uma introdução de ALVA e consequentemente de todo um novo modo de fazer música, em que a cantora ousa mais, sendo influenciada por outros ritmos. "Essa nova galera (da música) tem me influenciado muito. Tenho usado muito autotune e backing", explica.

No passeio de gêneros antes inexplorados, a artista flerta com R&B em Muito esperto; o samba em Meu bem; o funk em Honestamente; e o reggaeton em All this drama. Até quando traz o piano, instrumento que sempre tocou, em Como vai ser, em nada lembra os arranjos, as melodias e até abordagem da época em que assinava como Tais Alvarenga. "Esse espectro de ser ALVA me tirou o limite de muitas coisas. Me vejo num caminho muito mais livre artisticamente, onde consigo fazer tudo que tenho vontade, do meu jeito. Isso abriu minha criatividade", defende.

Além da sonoridade, ALVA junta ao romantismo novos temas para as canções como autoaceitação e o questionamento à ditadura social da beleza. É o caso de Meu bem, em que canta: "Meu bem/ Eu tô aqui pra envelhecer também/ Se eu não sou aquilo convém/ A gente tem que se enxergar além/ Do que um só corpo".

O conteúdo visual passou a ser algo mais importante na carreira de ALVA. Ela já lançou dois clipes das faixas do EP. As escolhidas foram All this drama, com Luccas Carlos, e Meu bem. Nos videoclipes, ela destaca os trabalhos de Fernando Araújo (roteiro e criação) e Leo Ferraz (direção). A cantora diz que se tivesse verba exploraria ainda mais aspectos desse formato que tem gostado de investir.

Sobre a parceria com Luccas Carlos, explica que sempre admirou o trabalho do artista. "Gosto muito do lugar de onde ele fala, de humildade, uma existência que abraça quem está de volta. Já queria fazer um feat com ele. O Luccas se apaixonou pela música e a gente fez", conta.

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