MÚSICA

A nova MPB por Luiza "Alulu": cantora estreia no cenário com EP de sete faixas

Elogiada por nomes como Caetano Veloso, Toni Garrido, Mariozinho Rocha e Céu, artista de 20 anos desponta com trabalho "cítrico, debochado, crítico e colorido"

Lisa Veit*
postado em 27/04/2021 06:00
Voz de Luiza
Voz de Luiza "Alulu" chamou a atenção de grandes expoentes da música popular brasileira - (crédito: Gota Estúdio/Divulgação)

A cantora carioca Luiza “Alulu” Paranhos, 20 anos, estreia no cenário da nova MPB por meio do EP Alulu. O “albinho”, como a artista o chama carinhosamente, conta com sete faixas, e algumas delas — Bicicletinha, Amor telasss e Botânica — contam com videoclipes conceituais no canal oficial do YouTube. Completam o projeto outras faixas com títulos irreverentes como Ela quer limão, Hoje não dá (com Dudu Rezende) e Vontade louca (com Julia Hue), além de um mix de Botânica, single de trabalho. O álbum completo está disponível no YouTube, Spotify e em outras plataformas digitais.

Elogiada por grandes expoentes da MPB, como Caetano Veloso,Toni Garrido, Mariozinho Rocha e Céu, a moça participa de praticamente todos os processos criativos do projeto. Isso porque começou a produzir música e clipe, no estilo bedroom music — como é chamada hoje a produção feita por artistas independentes, em espaços caseiros como o próprio quarto. No entanto, a experiência com a arte está presente em outros espaços e em linguagens como o teatro, a poesia e a dança. Na última, é formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Todas as referências foram trazidas para o conceito artístico que vem dividindo com o público.

Das letras, os temas são “cítricos, debochados, críticos, coloridos” e surgem de um processo de composição livre. “Gosto muito de improvisar e ver no que dá. Penso em ambientes e sensações para trazer à composição. Às vezes, até mesmo visto as roupas que têm a ver com o que eu estou escrevendo, e isso me ajuda muito a ser a personagem da história. Gosto também de fazer música com outras pessoas e gosto da troca”, conta.

No momento, ela tem focado em distribuir as obras nos espaços virtuais, e com isso espera que mais pessoas possam conhecer seu trabalho. Ainda assim, se prepara, já pensando no futuro. “Quero muito tocar em festivais quando tudo voltar ao normal, conhecer minhas referências musicais, tocar e trocar com elas. Tudo ainda está meio incerto... Por enquanto, sigo em casa, criando, estudando, me conhecendo, para poder me expressar cada vez melhor”, explica.

A primeira e a última faixa do EP é Botânica, uma reflexão da artista. “Um dia comecei a pensar: ‘De onde eu vim?’ Olhei em volta e percebi que nasci em um bairro que abriga um dos maiores jardins botânicos da América Latina. ‘Se eu nasci em um jardim, sou eu flor também?’ Comecei a me chamar de Botânica. Daí surgiu o refrão da música. O resto é uma reza. Sobre nascer, se expandir, os desafios e inseguranças de arriscar, florescer e morrer”, conta Alulu, em nota divulgada à imprensa.

Para saber mais

EP Alulu

De Luiza Alulu Paranhos. Distribuído por Altafonte, gravado no estúdio Reurbana e editado por Z&D
produções, sete faixas. Disponível no canal do YouTube Alulu Paranhos e no Spotify.

*Estagiária sob a supervisão de José Carlos Vieira

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