(…) eu sou o desespero itinerante das ausências
ando como quem diz: há uma vaga aqui ao
meu lado, mantenho uma brecha reservada
a quem tiver coragem de caminhar comigo
e preservo um sorriso convidativo, puxado
pelos cabelos, rua acima rua abaixo, vou e
sou toda aflição nesses trajetos compridos,
trago o coração aberto e parece ser fácil de
alguém vir me assaltar — praticamente peço
a qualquer alma, imploro que venha, venha
porque se paro de andar me encontro assim
muda, assim destruída, com ambas as mãos
no rosto, o choro apertado nas glândulas, as
palavras jogadas ao ar em busca de ouvidos (...)
Amanda Vital
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