LANÇAMENTO

Em RoliMan, Carlos Pinduca faz um disco refinado e audacioso

O guitarrista, cantor e compositor Carlos Pinduca lança disco do projeto RoliMan, intitulado 'Queria ser Lô Borges (Mas sou só Lo-Fi)'

» Irlam Rocha Lima
postado em 03/06/2021 06:00
RoliMan, Carlos Pinduca, traz um disco refinado e audacioso -  (crédito: Arquivo pessoal)
RoliMan, Carlos Pinduca, traz um disco refinado e audacioso - (crédito: Arquivo pessoal)

O guitarrista, cantor e compositor Carlos Pinduca, com 30 anos de música e passagem por bandas brasilienses como Maskavo Roots, Prot(o) e Brasil Cibernético, utilizando RoliMan como nome artístico, dá início à carreira solo com o lançamento do EP intitulado Queria ser Lô Borges (Mas sou só Lo-Fi), de produção independente. Disponível nas plataformas digitais, o disco traz cinco canções: Feng shui, Cabo de guerra, Fuga das palavras, Pra cego ver e Guitar, todas autorais.

RoliMan diz que aproveitou o isolamento provocado pela pandemia para a realização do EP, que ele classifica como projeto de um homem só. “Nesse período, pude aprender a mexer no software pro-toois e gravar as composições sozinho, munido de baixo, guitarra, violão, teclados e uma bateria eletrônica Boss DR 550 datada de 1992, que acabou ajudando a dar o toque rústico à gravação”, conta. Vem daí o apelido, que remete a brinquedo usado por crianças para descer ladeira e também à junção, do sobrenome do artista (Rolim) adicionado da tradução inglesa da palavra homem.

Ao falar sobre o projeto, o músico explica: “Queria Ser Lô Borges (Mas Sou Só Lo-Fi) é um disco supersimples, todo composto e tocado por mim, em cima de uma bateria eletrônica obsoleta para os tempos atuais. Mais do que uma opção estética, esse caminho escolhido nasceu de uma necessidade de reclusão por conta da pandemia aliado a um desejo de aprendizado musical”. Ele gostou do resultado. “As imperfeições da gravação batem com a minha própria personalidade, que foge do detalhismo e do perfeccionismo e está sempre em busca de coisas novas”.

Sugestão

Para o artista, o título do EP, que acaba amarrando conceitualmente todo o trabalho, surgiu de maneira bem espontânea, numa conversa de WhatsApp, na qual pedia sugestão para amigos músicos sobre a mixagem de uma música. “Em determinado momento, resignado com minha limitação técnica, concluí que eu desejava ser Lô Borges, mas era só lo-fi (low fidelity)”, observa.

Quanto à utilização do nome de um dos integrantes mais importantes no título do EP, ele explica: “Há alguns anos, eu não dava a mínima para Lô Borges. Mas, aí, descobri a grandiosidade do Clube da Esquina, após começar a trabalhar na área de programação de uma rádio com perfil de MPB, há 11 anos. Embarquei nesse mundo, com direito à leitura da biografia Os sonhos não envelhecem, escrita por Márcio Borges, irmão de Lô”.


Queria Ser Lô Borges (Mas Sou Só Lo-Fi) — EP de RoliMan com cinco faixas, de produção independente. Disponível nas plataformas digitais.

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