Assédio

Solto após decisão judicial, Bill Cosby comenta prisão

O comediante Bill Cosby se manifestou pela primeira vez sobre as acusações de agressão sexual. Ele estava preso após ser condenado, mas Suprema Corte da Pensilvânia anulou a decisão

Correio Braziliense
postado em 01/07/2021 13:30 / atualizado em 01/07/2021 13:30
 (crédito: Mark Makela/Getty Images/AFP)
(crédito: Mark Makela/Getty Images/AFP)

O comediante Bill Cosby se manifestou pela primeira vez após deixar a prisão nesta quarta-feira (30/6). Acusado de agressão sexual, o comediante teve sua condenação anulada pela Suprema Corte do estado americano da Pensilvânia.

"Nunca mudei a minha postura nem a minha história. Sempre mantive minha inocência. Obrigado a todos os meus fãs, apoiadores e amigos que me deram suporte ao longo de toda essa provação. Um agradecimento especial para a Suprema Corte da Pensilvânia por defender o Estado de direito", escreveu Cosby em uma publicação no Twitter. Confira:

 


O comediante americano cumpriu mais de dois anos da sentença de três a dez anos de prisão dada a ele em 2018. Bill foi condenado pelo abuso sexual, ocorrido em 2004, de Andrea Constand, ex-funcionária da Universidade de Temple, onde ele estudou.

Para o juiz David Wecht, a anulação da sentença se deu por quebra de promessa feita durante a investigação do caso. Um promotor envolvido na investigação de Cosby, Bruce Castor, induziu o comediante a se incriminar durante um testemunho em um processo civil ao prometer que as declarações não seriam usadas em uma acusação criminal.

Após a promessa, um outro promotor, Kevin Steele, desrespeitou o acordo e usou o testemunho no processo criminal. Isso seria uma violação aos direitos garantidos pela Quinta Emenda da Constituição americana, que determina que uma pessoa não precisa produzir provas contra ela mesma.

De acordo com a Corte Suprema estadual, o promotor do caso, Kevin Steele, responsável pela prisão de Cosby, era obrigado a manter a promessa feita pelo seu antecessor de não acusar formalmente o comediante. Os promotores não responderam se vão apelar da decisão.

Além de Andrea, mais de 60 mulheres também acusaram Bill Cosby de abusos sexuais entre os anos 1960 e 2000.

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