Depressão

Adele quebra cinco anos de silêncio em entrevista-confissão para Vogue

"Eu sinto que este álbum é sobre autodestruição, autorreflexão e autorredenção", explica Adele, de 33 anos

Agência France-Presse
postado em 08/10/2021 13:33 / atualizado em 08/10/2021 13:34
 (crédito: Frederick M. Brown/AFP)
(crédito: Frederick M. Brown/AFP)

Após cinco anos de silêncio, a cantora britânica Adele falou sobre sua angústia, seu divórcio, sua terapia e sua perda de peso em uma entrevista-confissão publicada antes do lançamento de seu novo álbum, "30".

A diva pop, que procura viver longe dos holofotes, não dava uma entrevista desde 2016.

Agora, saindo de sua vida "reclusa", em suas próprias palavras, ela assina seu grande retorno em uma entrevista dupla para as edições britânica e americana da Vogue.

"Tenho que me preparar para voltar a ser famosa, o que, como todos sabem, não gosto de ser", confidenciou à revista de moda.

Nela, esta londrina, agora radicada em Los Angeles, fala sobre as dificuldades que a assaltaram ao fazer trinta anos e que ajudaram a criar um novo álbum, cuja data de lançamento ainda é desconhecida.

"Aos 30, minha vida desmoronou sem aviso", explica Adele, de 33 anos. "Eu sinto que este álbum é sobre autodestruição, autorreflexão e autorredenção".

Ela também se lembra do rompimento com seu ex-marido Simon Konecki, fundador de uma instituição de caridade, de quem se separou em abril de 2019. A relação "já não me convinha (...) não estava infeliz, mas teria ficado se não tivesse pensado primeiro em mim".

Ansiedade

Este novo álbum - muito pessoal - nasceu precisamente para responder às inúmeras perguntas do seu filho Ângelo, que em breve fará 9 anos, sobre este divórcio e os ferimentos que lhe causou.

"Meu filho tem muitas perguntas. Perguntas realmente boas, perguntas realmente inocentes, para as quais não tenho respostas", como "por que vocês não podem morar juntos?", explica a cantora dos sucessos "Someone Like You" e "Hello".

"Eu apenas senti que queria explicar a ele, com este álbum, para quando for mais velho, quem eu sou e porque eu voluntariamente escolhi desmantelar toda a sua vida em busca da minha própria felicidade", acrescenta.

Assim, as letras dessas músicas têm uma perspectiva diferente. "Percebi que eu era o problema", explica. "Porque todos os outros álbuns eram 'você fez isso! Você fez aquilo!", mas "talvez tenha sido eu!", admite.

Propensa à ansiedade, Adele afirma ter encontrado alívio por meio de "muita terapia" e meditação. Criada por sua mãe, ela se reconciliou com seu pai Mark Evans, um encanador galês, pouco antes de sua morte por câncer em maio.

Sua salvação também veio das mãos do esporte: se viciou, ela conta, e fazendo exercícios "duas ou três vezes por dia" perdeu cerca de 45 quilos. "Nunca se tratou de perder peso, mas de ficar forte e ficar o mais longe possível do telefone todos os dias".

A cantora, vencedora de 15 prêmios Grammy, também confirma que mantém relacionamento com um agente esportivo americano, Rich Paul, desde o início do ano. Com ele, ela não se sente "nervosa, ansiosa ou exausta".

Falar abertamente sobre seu parceiro é um ato sem precedentes para Adele, tão avessa à fama que chegou considerar virar as costas para a indústria musical. Ela se lembra de ter escrito para seu empresário: "Não é realmente para mim. Não é por isso que amo música".

"Fiquei muito famosa quando Amy Winehouse faleceu. E a vimos morrer diante dos nossos olhos”, acrescenta, admitindo que também temia perder o controle, já que “sempre teve uma relação muito próxima com o álcool”.

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