Dia das bruxas

Conheça alguns filmes de terror e as histórias reais por trás delas

Comemorado neste domingo, o Halloween faz com que amantes de filmes de terror recordem algumas histórias, mas poucos sabem no que elas foram baseadas

Victória Olímpio
postado em 31/10/2021 06:00
 (crédito: New Line Cinema/Reprodução)
(crédito: New Line Cinema/Reprodução)

Neste domingo (31/10) é comemorado o Halloween ou Dia das Bruxas, evento que é tradição até hoje em países norte americanos, onde crianças e jovens se fantasiam e batem de porta em porta a fim de ganhar doces.

Mas além da celebração nas ruas, a data também anima os amantes de filmes de terror, que aproveitam o dia para fazer maratonas de clássicos e dar emoção ao dia. Alguns canais televisivos preparam programações especiais com filmes na semana do Halloween.

O que poucos sabem é que alguns dos clássicos filmes de terror foram baseados em histórias reais. Conheça (ou relembre) algumas produções do gênero e o que inspirou os diretores a produzir as histórias.

Terror em Amityville

O filme conta a história de um pai, uma mãe e os filhos que foram assassinados sem motivo aparente, por um dos filhos do casal. Um ano depois, a casa é habitada pela família Lutz, que gradativamente descobre que o novo lar é ocupado por um espírito demoníaco. Assim, eles passam a conviver com um medo da morte cada vez maior.

O caso real ocorreu em 13 de novembro de 1974, em Amityville, Nova York. Na ocasião, seis pessoas da família DeFeo foram assassinadas enquanto dormiam. Ronald e Louise, e quatro filhos do casal, Dawn, de 18 anos, Allison, de 13, Marc, de 12 anos, e John, de nove foram baleados pelo filho mais velho, Ronald Jr., de 23 anos. Ronald negou os crimes e alegou que os homicídios foram cometidos pela máfia.

No entanto, a polícia encontrou falhas na história, fazendo com que ele confessasse no dia seguinte. Após o julgamento, uma vez que foi condenado, Butch não teve direito de herdar a casa da família. Assim, ela foi colocada à venda e comprada por George e Kathy Luz. O casal se mudou para lá, com três filhos, mas precisou abandonar o local pouco tempo depois. Segundo eles, a casa era mal-assombrada, com vozes de espíritos, aparições de lodos misteriosos nas paredes e crucifixos invertidos.

O massacre da serra elétrica

A produção mostra uma clássica história de terror: um grupo de jovens está em meio a uma viagem do Texas para o México, até enfrentarem um problema: a gasolina do carro chega ao fim. Eles param bem em frente a um matadouro, onde começam a procurar desesperadamente por um telefone. Porém o que eles não sabem é que ali vive uma família de canibais, incluindo um homem que mata usando uma serra elétrica.

De acordo com o diretor Tobe Hooper, a ambientação do filme foi adaptada de um tenso momento que vivia os Estados Unidos, mais especificamente em uma década conhecida por Década do Serial Killer, na qual mais de 200 assassinos em série foram registrados no país entre os anos 1970 e 1980. O roteiro não se inspira em apenas um caso, mas sim no modus operandi de Edward Theodore Gein.


Psicose

A história do filme começa após uma mulher roubar US$ 40 mil para se casar com o namorado e fugir durante uma tempestade. A jovem decide passar a noite em um hotel que encontra pelo caminho. Ela conhece o educado e nervoso proprietário do estabelecimento, Norman Bates, um jovem com um interesse em taxidermia e com uma relação conturbada com a mãe. O que parece ser uma simples estadia no local se torna uma verdadeira noite de terror.

O autor credenciou o serial killer Ed Gein como base para Norman Bates. O homem compartilhava semelhanças com Norman: os dois executaram seus assassinatos em áreas rurais. Eles também tinham mães opressivas para quem criaram santuários, e cada uma usava roupas femininas. Gein acabou condenado por assassinar duas mulheres e exumar vários corpos de túmulos.

O exorcista

Em Georgetown, Washington, uma atriz vai gradativamente tomando consciência que a sua filha de 12 anos está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre psiquiatra, que chega à conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.

O filme, no entanto, foi inspirado em um garoto de 13 anos que teria vivido em 1949 na cidade de Cottage, em Maryland, nos Estados Unidos. O comportamento estranho do menino, começou em 1949 após a morte de uma tia. Ele começou a ouvir arranhões na parede e objetos voavam pela casa, cadeiras e camas se moviam quando o garoto estava nelas.

A família buscou ajuda da igreja católica, mas a primeira tentativa de exorcismo acabou em desastre. Um estudioso jesuíta que na época tinha 27 anos, Walter Halloran, que estudou na Universidade de Saint Louis começou a tratar o menino. Foram 23 noites seguidas exorcizando o menino, até que na páscoa, uma outra voz tomou o garoto e disse a palavra Dominus. Neste momento ouviu-se um tiro e o garoto ficou curado.

Annabelle

John Form acha que encontrou o presente ideal para sua esposa grávida, uma boneca vintage. No entanto, a alegria do casal não dura muito. Uma noite terrível, membros de uma seita satânica invadem a casa do casal em um ataque violento. Ao tentarem invocar um demônio, eles mancham a boneca de sangue, tornando-a receptora de uma entidade do mal.

A Annabelle original é uma boneca clássica Raggedy Ann, que se originou em 1915. Uma jovem enfermeira recebeu a boneca de sua mãe como presente de aniversário. Ela começou a notar a boneca mudando de posição enquanto ela estava fora da sala.

A enfermeira e uma colega de quarto começaram a encontrar bilhetes escritos em papel pergaminho pela casa contendo mensagens como “Ajude-me” e “Ajude-nos”. As mulheres juram que não tinham pergaminho em casa.

Depois de vários eventos estranhos, as amigas recorreram a uma médium. Durante uma sessão, elas souberam da história de Annabelle Higgins, uma jovem que pode ter morrido em sua propriedade aos sete anos de idade.

O caso foi assumido por Ed e Lorraine Warren, que chegaram à conclusão imediata de que a boneca estava possuída por uma “presença desumana”. Eles decidiram benzer e levá-la para casa, onde ficaria segura trancada. No entanto, uma série de mortes ocorreu com pessoas que tiveram contato com a boneca.

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