Arrebentação
Sei que há um poema louco
germinando em mim,
quando pasmo dias a fio
ou insone viro noites sem fim.
Ei de pari-lo ainda a tempo
de ver a quebrada do vento
rebentando nossa janela
com vista pro mar
de barracos caindo
da favela
do morro
do pendura
a saia.
Ivan Monteiro dos Santos