Cinema

'The Rock' Johnson promete não usar mais armas reais em seus filmes

Johnson disse que ficou com o "coração partido" ao saber da morte de Halyna Hutchins no filme de Baldwin, "Rust", e que a tragédia o fez repensar o uso de armas de fogo durante a gravação dos filmes

Agência France-Presse
postado em 04/11/2021 12:17 / atualizado em 04/11/2021 12:43
 (crédito:  Getty Images via AFP)
(crédito: Getty Images via AFP)

A estrela de Hollywood Dwayne "The Rock" Johnson prometeu não voltar a usar armas reais em seus filmes depois que seu amigo e colega Alec Baldwin disparou uma arma cenográfica que matou uma diretora de fotografia em um set de gravação no mês passado.

Johnson disse que ficou com o "coração partido" ao saber da morte de Halyna Hutchins no filme de Baldwin, "Rust", e que a tragédia o fez repensar o uso de armas de fogo durante a gravação dos filmes por meio de sua produtora Seven Bucks Productions.

"Perdemos uma vida", disse o ator popular de 49 anos na quarta-feira na estreia de seu novo filme da Netflix, a comédia "Red Notice", segundo a revista Variety.

"Não posso falar por mais ninguém, mas posso dizer, sem dúvida alguma, que em qualquer filme que fizermos a partir de agora com a Seven Bucks Productions - qualquer filme, qualquer programa de televisão ou qualquer coisa que façamos ou produzamos - com certeza não usaremos armas reais", destacou Johnson.

Sua produtora usará pistolas de borracha e adicionará todos os efeitos de armas de fogo necessários na edição. "Não nos preocuparemos com o quanto vai custar", disse.

Hutchins morreu no mês passado no set de um filme no Novo México quando a arma cenográfica usada por Baldwin foi disparada. A bala atingiu Hutchins e o diretor Joel Souza, que foi hospitalizado e recebeu alta.

Baldwin recebeu um revólver marcado como "arma fria", uma expressão da indústria para se referir a um objeto considerado seguro para o uso.

Johnson, amigo de Baldwin há muito tempo, disse que acredita que chegou a hora de fazer mudanças na indústria.

"À medida que avançamos, acredito que há novos protocolos e novas medidas de segurança que deveríamos tomar, especialmente depois do ocorrido", disse. "É horrível que isso tenha precisado acontecer desta forma para que despertemos".

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