Astrologia

Angélica estreia no streaming com o programa 'Jornada astral'

Após anos de sucesso na televisão aberta, a apresentadora Angélica se reinventa e estreia no streaming com Jornada Astral, programa de entrevistas da HBO Max

Uma das mais importantes apresentadoras das últimas décadas, Angélica está passando por grande mudança na carreira. Após 25 anos na Globo, a artista agora vai se aventurar no streaming. A nova casa de Angélica é a HBO Max. Ela vai apresentar o programa Jornada Astral, uma atração que mistura entrevistas e astrologia, que estreia hoje.

"Fazer essa transição para um programa como esse, com esse nome, feito com tanto cuidado e em um lugar como a HBO Max foi algo que realmente parecia alinhamento dos astros", afirma Angélica. A nova série é dividida em 12 episódios, um para cada signo do zodíaco, e conta com dois convidados especiais por episódios, ambos do mesmo signo. Entre as celebridades que participaram da série estão Gilberto e Preta Gil, Luciano Huck, Eliana e Rubens Barrichello.

Dividem as entrevistas com Angélica o apresentador Vitor diCastro e a astróloga Paula Pires, ambos famosos no YouTube. "Estou vivendo um sonho de princesa. Nem nas maiores expectativas que tive, imaginava que 'little Angel' (apelido dado a Angélica) apareceria na minha vida", comenta Vitor diCastro. "Sempre tive Angélica como referência. Todo dia chegava ao set e pensava: 'Preciso fazer bem feito para ela achar legal'", complementa o apresentador, que lembrou de ter ido a shows de Angélica na época em que ela fez sucesso com a carreira musical.

O programa funciona em formato de entrevista e é dividido entre passado, presente e futuro, onde histórias são contadas pelos entrevistados e direcionadas por meio dos signos. "A astrologia é uma ferramenta muito legal de autoconhecimento. As pessoas verão por meio de Jornada Astral que podem mais e mais", crê Angélica. "As coisas acontecem quando tem que acontecer, e acho muito importante que esse programa vá ao ar no momento em que vivemos, no Brasil atual. Nunca tive uma experiência tão intensa na minha vida", conta Paula Pires, que também afirma que está vivendo o maior sonho da vida em fazer parte de um programa da magnitude de Jornada Astral.

"Astrologia é isso, é pegar coisas do raso e usar para um entendimento mais profundo", aponta Vitor. Os três apresentadores acreditam que será um ponto de virada, não só para quem gosta de astrologia, como para quem não acredita. "A gente teve muita emoção no programa e muita revelação também. As pessoas vão se surpreender com os episódios", afirma Angélica.

 

Eraldo Peres/CB/D.A Press - 12/07/1995. Crédito: Eraldo Peres/CB/D.A Press. O ex-jogador de futebol Edson Arantes, o Pelé, com Angélica. Caption
Laura Campanella/HBO Max/Divulgação - Vitor diCastro, Angélica e Paula Pires na série Jornada Astral
João Miguel Júnior/Globo - Angélica como apresentadora de programas mais maduros
TV Globo/Reprodução - Angélica na gravação da novela Caça talentos

Trajetória

Apesar de ter se firmado como uma apresentadora de sucesso, Angélica perseguiu várias outras carreiras. Aos 48 anos, investiu nas carreiras de cantora e atriz, além de estar na vida pública desde os 13 anos de idade. O Correio relembra alguns destaques dos mais de 30 anos da carreira da artista.

Juventude na tevê

Aos 13 anos de idade Angélica foi descoberta por um diretor da TV Manchete e escolhida para substituir Simony no programa infantil Nave da Fantasia em 1987. Por conta do bom início como apresentadora, conseguiu a oportunidade de substituir Xuxa em Clube da Criança, outro grande programa infantil da emissora, no qual se destacou muito por conta do carisma e da competência em manter uma alta audiência entre o horário de 16h e 19h. Posteriormente, ainda assumiu o programa musical Milk Shake. Mesmo como uma das maiores estrelas da televisão da época, Angélica saiu da TV Manchete em 1992, em decorrência da grave crise financeira pela qual a emissora passava, e assumiu um programa próprio no SBT, onde ficou até 1996.

Carreira musical

Foi ainda no início da vida de apresentadora que Angélica também decidiu investir na música. Com um álbum homônimo, distribuído a partir de 1988, a cantora conquistou o primeiro hit da carreira com Vou de táxi e mergulhou no gênero pop, principalmente para um público infantil e juvenil. A carreira foi muito produtiva, porém curta. Foram 13 álbuns de inéditas, sete coletâneas e uma trilha sonora entre 1988 e 2001.

Atuação

Assim como tudo que fez na vida, Angélica começou a atuar cedo. Em 1988, participou do longa Heróis trapalhões, uma aventura na selva, de Renato Aragão. A parceria rendeu mais dois filmes em 1989 e 1990. Ainda na TV Manchete, em 1991, viveu a personagem Cecília na minissérie O guarani. Voltou a atuar em 1998, com o longa Zoando na TV. Nos anos 2000 firmou parceria com Xuxa, com quem fez Xuxa e os duendes e Xuxa e o mistério de feiurinha, além de ter atuado nos longas Um show de verão, em 2004, e De perto, ela não é normal, em 2020.

TV Globo

Apesar da vasta carreira, foi na Globo que Angélica alcançou o patamar em que está, de relevância artística. Ela estreou em 1996 na emissora em duas atrações, o programa infantil Angel mix e novela infanto-juvenil Caça talentos. Na emissora, ela ainda apresentou Férias Animadas e TV Globinho e participou das novelas Bambuluá e Flora Encantada, antes de migrar para programas voltados a um público mais velho. Para os jovens e adultos apresentou por anos o Video game, quadro mais popular do Video show. Posteriormente, assume um horário no sábado com o programa Estrelas, que permaneceu no ar de 2006 a 2018. A apresentadora trilhou um novo caminho em 2021, após Simples assim, atração encabeçada por ela em 2020, não fazer o sucesso esperado. Ao todo, foram 25 anos de trabalho.