Festival internacional

Cinema da Ceilândia chegará ao Festival de Berlim, com Adirley Queirós

A coprodução entre Brasil e Portugal 'Mato seco em chamas' estará no segmento Forum do Festival de Berlim, em chamativo holofote paralelo à disputa central

Ricardo Daehn
postado em 20/01/2022 20:48
No  50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Adirley Queirós disputou prêmios, com 'Era uma vez Brasília' -  (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
No 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Adirley Queirós disputou prêmios, com 'Era uma vez Brasília' - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

O cinema da Ceilândia, que sempre contou com a permanente vigília do atuante diretor Adirley Queirós, estará na festa do politizado 72 Festival de Berlim, na edição de 2022. Será por meio do longa 'Mato seco em chamas', codirigido por Joana Pimenta. O filme, que contou com coprodução portuguesa, foi selecionado para a seção Fórum, que projeta títulos de caráter mais experimental e ousado. Na primeira participação em Berlim, Adirley terá companhia de outros colegas cineastas brasileiros: Paula Gaitán, Gustavo Vinagre, Bruno Ribeiro e Rafael Castanheira, todos com filmes selecionados para mostras variadas. Tratando de estruturas coloniais perpetradas, Flávia Neves também está no grupo, defendendo Fogaréu, um filme de longa-metragem.

'Mato seco em chamas', o filme de Adirley Queirós e Joana Pimenta, explora os limites entre ficção e realidade, ao trazer a fantasiosa história de um grupo de mulheres que, à la faroeste, toma conta de uma situação inusitada: a descoberta de petróleo em Ceilândia. Frentistas, com ideários feministas, as mulheres haviam presenciado o destino de um temido grupo de contraventores na cidade. Todos tiveram as atividades ilícitas desbaratadas por um grupo de Policiais Militares. O Festival de Berlim ocorrerá entre 10 e 20 de fevereiro.

 

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