Dança

Projeto de dança Mulheres Visíveis chega às estações de metrô de Brasília

A iniciativa promove apresentações de dança realizadas por mulheres, com a missão de sensibilizar sobre a violência contra a mulher em espaços públicos do DF

A violência contra a mulher nos mais variados espaços públicos é tema do projeto Mulheres visíveis: uma entrega para você, que traz performances de dança no sistema de metrô de Brasília. Até o dia 1º de setembro, as estações Feira, Guará, Arniqueiras, Águas Claras, Taguatinga Sul, Concessionárias e Praça do Relógio serão palco de mais de 300 performances.

O projeto apoia-se no formato de manifestação artística para levar mulheres às ruas, com o objetivo de sensibilizar o cidadão comum que transita nesse espaço público sobre a causa, por meio do movimento corporal. Como o próprio nome já diz, a movimentação repentina em um local agitado do cotidiano chama atenção e torna as dançarinas visíveis em meio à multidão. A proposta é uma “entrega de dança”, na qual as pessoas aceitam “receber” a performance e podem acompanhar a manifestação com fones de ouvido. O diferencial é que o áudio não será uma música, e sim uma narrativa de violência doméstica do livro Invisíveis Marias.

É justamente essa obra que inspirou a idealizadora do projeto, Maria Antonieta Vilela. Invisíveis Marias - Histórias além das quatro paredes foi escrito pela juíza do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Rejane Jungbluth Suxberger. A autora compila casos reais de violência doméstica, que permeiam histórias de fracassos, descasos, muito esforço e poucos resultados.

Vilela é professora de dança e coreógrafa desde 1999. Mulheres visíveis já está em ação desde a última sexta-feira (19/8), mas ainda há cerca de uma semana para que os interessados desfrutem das danças. “A partir das performances, esperamos mover pensamentos nos espectadores sobre suas posturas diante de situações de violência contra a mulher, além de disseminarem sua experiência com a arte, multiplicando os resultados do projeto em suas redes de sociabilidade”, explica Vilela.

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