LITERATURA

Releitura de 'O Pequeno Príncipe' destaca luta contra o câncer infantil

Adaptação feita pelo escritor e cartunista Arisson Tavares para uma campanha da Abrace destaca a doença, uma das principais causas de morte de crianças e jovens no Brasil

Jéssica Andrade - Especial para o Correio
postado em 18/09/2022 15:55 / atualizado em 18/09/2022 16:28
 (crédito: Lindaura Marques/Reprodução)
(crédito: Lindaura Marques/Reprodução)

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint–Exupéry, reapareceu sem os famosos cabelos rebeldes por uma boa causa. A obra foi reescrita e ilustrada pelo brasiliense Arisson Tavares. Na nova versão, o nobre personagem se transformou em um político. O piloto virou um médico com o carro quebrado na estrada. O bêbado trocou de vício, substituindo as garrafas por um celular conectado às redes sociais.

A narrativa manteve toda a essência da obra original, mas foi modernizada, ganhando uma leitura mais leve e rápida. O cenário também é diferente de abril de 1943, quando a primeira edição do livro foi publicada. A guerra agora é contra o câncer, doença que mais mata crianças e jovens de 1 a 19 anos no Brasil. "A adaptação nasceu em 2020 durante uma campanha da Abrace, que há 36 anos oferece assistência para crianças e adolescentes com câncer e hemopatias", conta o autor.

 

O escritor Arisson Tavares é brasiliense e atualmente ocupa a cadeira nº 62 da Academia de Letras do Brasil-DF.
O escritor Arisson Tavares é brasiliense e atualmente ocupa a cadeira nº 62 da Academia de Letras do Brasil-DF. (foto: Lindaura Marques/Reprodução)

No livro, o deserto se transformou no cerrado brasileiro, trazendo os tradicionais ipês da região. A história é ambientada entre Brasília e Goiânia, apresentando detalhes reais da vegetação local. "Se o pequeno príncipe ama assistir o pôr do sol, imagina diante do lindo céu da capital do Brasil?", destaca o escritor.

A obra está disponível nas principais livrarias de Brasil e Portugal por meio da Flamingo Edições. 


Arte que apoia a causa

Essa não é a primeira campanha voltada para a luta contra o câncer infantojuvenil que o cartunista Arisson Tavares produziu. Em 2021, o gibi O xerife mais rápido do faroeste buscou conscientizar alunos de escolas públicas e particulares sobre a importância do diagnóstico precoce, reconhecendo sintomas e sinais da doença. "Para mim é uma grande alegria ver um trabalho meu sendo usado para este fim. As ilustrações podem falar muito quando ligadas a uma causa. Sensibilizar, divertir e ainda ensinar", disse o artista.

Ele também venceu o Prêmio de Comunicação da Fundação José Luiz Egydio Setúbal 2021, categoria Campanhas de comunicação com a série de vídeos informativos Câncer Infantojuvenil: Mito ou verdade?.


Sobre o escritor

Arisson Tavares da Silva é escritor, jornalista e cartunista. É autor dos livros Evolução decrescente (2014, Chiado Books), No vermelho (2013, Novo Século), O lado do amor que as novelas não mostram (2021, Chiado Books) e O pequeno príncipe careca (2022, Flamingo Edições). Atualmente ocupa a cadeira nº 62 da Academia de Letras do Brasil-DF. 

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