Crítica

Mão no formigueiro: nova ação da Marvel tem rico visual, mas enredo medíocre

Veja crítica de 'Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania', que tem enredo que dá voltas para chegar no exato mesmo lugar

Ricardo Daehn
postado em 16/02/2023 15:27
Paul Rudd e Kathryn Newton em cena de Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania -  (crédito:  Jay Maidment/Marvel Studios)
Paul Rudd e Kathryn Newton em cena de Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania - (crédito: Jay Maidment/Marvel Studios)


Crítica // Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania ##

Foi dada a largada na Fase 5 do Universo Cinematográfico Marvel. E, atente, que é uma partida meia-boca: parte de um ponto, e numa jornada apenas de reconhecimento de terreno (dentro do chamado Reino Quântico), o grupo de heróis escalado para a aventura chegará exatamente ao ponto inicial da trama, sem muita bagagem adquirida.

A chegada aos cinemas de Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania confirma o potencial de Kang (Jonathan Majors), vilão originado nas atividades do cientista Nathaniel Richards cuja persona do mal vai assegurar o andamento da futura Guerra Multiversal. Paul Rudd (o Homem-Formiga) segue descompromissado e galhofeiro, como nas produções que estrearam em 2015 e 2018. Scott Lang, a identidade civil do herói, será obrigado a confiar no vilão Kang (Intitulado "O Conquistador"), a fim de assegurar o retorno para a Terra, depois de se ver preso, com familiares, num microuniverso de proporções subatômicas.

No filme, sob comando do eficiente diretor Peyton Reed, há o peso da sondagem à la Caverna do dragão. A partir da abertura de um portal, muitos personagens se veem sugados para campo desconhecido — que abriga até mesmo uma figura nos moldes do conhecido Mestre dos Magos: é MODOK (um vilão, interpretado por Corey Stoll, que vem embalado em formato de quadrado), capacitado a ser efetiva máquina letal. Junto com o protagonista, está a chamada Vespa, que atende, no dia a dia, por Hope Van Dyne (papel da apagada Evangeline Lilly). Também enfrentando o risco de perder a família, para a eternidade, está o pai de Hope, Hank Pym (Michael Douglas), um físico muito capacitado no manejo de ínfimas partículas subatômicas.

Heroína afastada por 30 anos do mundo cotidiano, Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), exercerá um protagonismo vital em Quantumania. Familiarizada com o Reino Quântico, que traz um paralelo possível com Alice no País das Maravilhas, Janet (a expressiva Pfeiffer) servirá como bússola para o grupo no qual outra mulher — a jovem filha de Scott, Cassie Lang (Kathryn Newton, da série Big little lies) — fará a mais completa diferença.

A aventura do mais descolado dos Vingadores, vale dizer, não dá papéis dignos a astros como Bill Murray e Michael Douglas, pouco mais do que figurantes, frente ao potencial do vilão Kang. Absurdamente inspirado no clima da taberna intergaláctica de Star Wars, Quantumania perde a mão num momento em que apela para a ação de saída de um formigueiro. Nessas derrapadas é que o filme se descola da Marvel e segue padrão de animações Pixar/Disney, ao estilo de Tá chovendo hambúrguer e ainda do recente Mundo estranho.

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