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Em novo disco ‘Arquitetando o Caos’, Dani Mã propõe amar como ato de existência

Disco parte das incertezas do presente para defender o afeto e a empatia como caminhos possíveis diante dos extremismos e da crise ambiental

Uma infância nômade, relações de afeto em constante transformação e um talento musical desenvolvido já na fase adulta moldaram a perspectiva única de Dani Mã – um artista que transita entre o interior da Bahia e cidades das Américas com a mesma fluidez com que navega a própria jornada musical.

Nesse fluxo do entendimento das suas próprias potencialidades, somado ao seu amadurecimento artístico, que Dani Mã lança Arquitetando o Caos, seu quinto álbum.

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As faixas do novo trabalho trazem temas com preocupações ambientais (Pra Peixe), questionamentos à revolução digital (Dando Like), elogio à capacidade humana de se organizar pelo afeto (Mar Aberto Aqui), além de uma mensagem constante da defesa de utopias e da força criadora que pode estar presente no caos.

Foto: Reprodução / Spotify

“Eu sempre conversei muito com minhas loucurinhas para produzir músicas. Nesse meu processo de amadurecimento musical tenho aberto mão de complexidades composicionais para me relacionar melhor com o público. Algo que eu chamo de tecnologia social do afeto. É isso que está presente no ‘Arquitetando o Caos’. É um espaço de encontro comigo mesmo e com aqueles de coração atento”, explica Dani Mã.

Ainda que na direção de um som acessível, Dani Mã também propõe letras em camadas de profundidade que convidam o ouvinte a mergulhar em seu universo particular e desvendar múltiplas mensagens nas canções.

“Quando eu consigo criar uma frase que gera uma ambiguidade, trago outras semânticas e isso traz um prazer poético enorme. Mas doso isso com discursos mais diretos. Afinal, a atenção é um bem precioso hoje em dia”, afirma.

Dani Mã sobre o novo álbum: “É um espaço de encontro comigo mesmo e com aqueles de coração atento”

Apesar de apreciar a forma e cuidar com zelo da estética musical, Dani Mã se diz mais preocupado, hoje, em organizar os afetos diante de uma série de incertezas que permeiam a experiência humana na Terra.

“Meu desejo é instrumentalizar a esperança pelo afeto e pela empatia. Não é uma utopia louca. Minha arma é uma caneta e o que consigo fazer por meio dela são canções que expõem uma série de dificuldades, mas apresentam esperanças de mudança. O som é pra frente, swingado e assim, tá longe de ser um álbum deprê. Mas também não fiz um álbum sem provocações. Eu flutuo nesse espaço, me permitindo ser vulnerável, para conseguir me comunicar e tocar o outro”, sintetiza Dani Mã.

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