EMAGRECIMENTO SAUDÁVEL

Leandra Leal se pronuncia após fala sobre uso de canetas emagrecedoras

Atriz decidiu esclarecer a repercussão de declarações feitas durante uma participação no programa Sem Censura, da TV Brasil

A atriz Leandra Leal decidiu esclarecer a repercussão de declarações feitas durante uma participação no programa Sem Censura, da TV Brasil. Após trechos da entrevista circularem nas redes sociais e provocarem interpretações sobre sua posição em relação às canetas emagrecedoras e à obesidade, a artista explicou seu ponto de vista e afirmou ser contrária à pressão estética pelo corpo extremamente magro.

Durante a atração, Leandra falou sobre a relação das mulheres com o próprio corpo e defendeu que cada pessoa tenha liberdade para se sentir bem sem precisar se enquadrar em padrões considerados ideais pela sociedade. Uma das falas que ganhou destaque foi: "Que uma mulher goste de si, do corpo que ela tem, da vida que ela teme e do prazer que ela pode ter com esse corpo".

Depois da repercussão, a atriz utilizou as redes sociais para esclarecer que não pretendia condenar o uso de medicamentos para emagrecimento. Segundo Leandra, sua crítica estava direcionada principalmente à utilização desses recursos com finalidade exclusivamente estética e à retomada de um modelo de beleza baseado na extrema magreza.

"Um: não estou demonizando o uso das canetas emagrecedoras. Dois: não estou romantizando a obesidade. E três: eu acho um retrocesso a volta do padrão de beleza de extrema magreza. Acho mesmo", afirmou a atriz ao explicar sua posição.

Leandra também comentou que sua participação no Sem Censura foi positiva e destacou sua admiração pela apresentadora Cissa Guimarães. Na avaliação da artista, os trechos que viralizaram acabaram retirados do contexto mais amplo da conversa. "Fui essa semana ao programa Sem Censura e foi maravilhoso, eu amo a Cissa [Guimarães]. Algumas falas minha viralizaram bastante aqui na internet, especificamente recortes onde falo sobre o corpo feminino, a minha relação com o meu corpo e como a sociedade se relaciona com o corpo feminino", declarou.

Ao detalhar sua crítica, a atriz afirmou que existe uma pressão histórica para que o corpo feminino seja constantemente avaliado e submetido a padrões. Para ela, a busca por uma aparência extremamente magra pode provocar impactos negativos na autoestima e na maneira como as mulheres enxergam a própria imagem.

"A sociedade acredita que o corpo feminino é algo público e pode ser debatido, julgado, dominado, avaliado e padronizado. É um retrocesso a volta desse padrão da beleza extremamente magra, um padrão que é muito difícil de se atingir, um padrão que para atingir a gente sofre muito e a gente detona a nossa autoestima e a nossa relação com o nosso corpo, porque a gente está em busca de um padrão que não é natural e só vai fazer mal. Isso é uma forma de dominação da sociedade patriarcal sobre as nossas vidas", explicou.

A atriz ainda fez questão de diferenciar sua crítica ao uso estético das chamadas canetas emagrecedoras da utilização desses medicamentos em tratamentos de saúde. "As canetas emagrecedoras, que são um medicamento extremamente benéfico e eficaz no combate a uma doença brutal como a obesidade, elas estão sendo usadas para isso também. E é uma pena. Se as canetas tem indicação clínica, elas têm que ser utilizadas, sim. Agora, a gente tem uma tendência a usar medicamentos e atalhos para atingir padrões que nos aprisionam. Espero que tenha ficado claro", completou.

A explicação recebeu apoio de diversos famosos nos comentários da publicação. Entre os artistas que demonstraram solidariedade à atriz estão Samara Felippo, Deborah Evelyn, Débora Falabella, Fernanda Paes Leme, Elisa Lucinda, Leticia Isnard, David Junior, Rafael Zulu, Alexandre Nero e Enrique Diaz. As manifestações destacaram principalmente a percepção de que os vídeos compartilhados nas redes sociais não apresentavam todo o contexto da fala de Leandra.

A repercussão também reacendeu o debate sobre pressão estética, autoestima e a popularização dos medicamentos utilizados no tratamento da obesidade. Ao se pronunciar novamente, Leandra buscou deixar claro que sua preocupação está relacionada à transformação de tratamentos médicos em ferramentas para alcançar padrões de aparência, enquanto defende que medicamentos sejam utilizados quando houver indicação clínica.

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