Música

Clube do Choro reúne músicos em noite de choro, jazz e bossa

No palco, as diferentes formações e experiências musicais se unem em um encontro voltado à preservação e à renovação da música instrumental brasileira

Nesta quarta-feira, o Clube do Choro recebe Luis Velozo, Andresa Sousa e Vitor Adonai na 4ª edição do Choro livre convida. Ao lado do Regional Choro Livre — grupo anfitrião do projeto —, os três convidados exploram referências que vão do choro e da música popular brasileira ao jazz e à bossa nova. No palco, as diferentes formações e experiências musicais se unem em um encontro voltado à preservação e à renovação da música instrumental brasileira. Com entrada gratuita, a apresentação começa às 19h30.

A fusão sonora ganha novos contornos a partir dos instrumentos e da voz dos convidados. Enquanto o bandolim de Luis Velozo traz a herança dos anos de estudo na Escola Brasileira de Choro, a clarineta de Vitor Adonai carrega influências da formação erudita e do samba. Ao lado deles, Andresa Sousa adiciona camadas vocais com sotaque de jazz e pop.

Esse contraste reflete o próprio espírito do Complexo Cultural do Choro, um projeto desenhado para manter o gênero vivo pela via da inovação. "O projeto procura preservar a essência do choro, mas o interessante é que eles fazem esse convite para que a gente integre algo já existente, trazendo um pouco da nossa essência e fazendo com que o nosso estilo se envolva com o gênero", explica Andresa. "Não tem como descaracterizar o choro; na verdade, nós somamos com o nosso estilo e as coisas acontecem de uma maneira muito linda."

Além das referências individuais, a identidade musical de Brasília amarra a apresentação. Adonai, por exemplo, é figura ativa no grupo 7naRoda, e Andresa acumula passagens por palcos locais com tributos a Rita Lee e Djavan. O Clube do Choro funciona como um ponto de convergência para essa cena da capital federal, um espaço onde a produção regional ganha projeção contínua. 

"É uma honra poder fazer parte desse projeto e poder dividir o mesmo palco que músicos tão gigantes para nossa música brasileira", declara Velozo. "Espero que as pessoas levem para casa a leveza e a felicidade que a Roda de Choro traz, esse encontro de amigos, de espontaneidade e de diversão também. Essa leveza que é a Roda de Choro", finaliza Vitor.

A movimentação em torno do gênero rompe os limites do espetáculo isolado e se estende até o fim de semana. No sábado, a programação ocupa o Parque da Cidade com o projeto Choro no Parque, além da Feijoada com Samba realizada no próprio Clube. Essa expansão de palcos permite uma conexão ainda maior com as múltiplas referências que os músicos carregam em seus históricos.

"A influência que mais vai aparecer nesse encontro é a da música brasileira no contexto geral, principalmente envolvendo a bossa nova e o choro. Vamos trazer essas músicas, mas junto com as características do choro. Isso tudo vai fazer um mix lindo, mas o que vai sobressair e ficar mais evidente nesse encontro será mesmo o choro", comenta Andresa.

*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco

 

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Pedro Brandão - Andresa Sousa é uma da atrações do projeto Choro Livre Convida