Dólar começa semana em alta e bolsa não atinge 100 mil pontos

Possível saída de Guedes do governo repercutiu no mercado interno

Jailson R. Sena*
postado em 17/08/2020 18:04 / atualizado em 17/08/2020 19:53
 (foto: Divulgação/Governo Federal)
(foto: Divulgação/Governo Federal)

O dólar começou a semana fechando em alta, sendo vendido a R$ 5,49. Já o Ibovespa, principal índice da B3, teve queda 1,73% e fechou em 99.595 pontos.

O dia foi marcado pela apreensão dos investidores sobre uma possível saída do ministro da Economia, Paulo Guedes. O motivo para a saída seria o descontentamento do presidente Jair Bolsonaro com as declarações do ministro sobre os riscos de o governo furar o teto de gastos. O nome mais citado no Palácio do Planalto para o cargo é o do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

O coordenador do curso de economia da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, Joelson Sampaio, diz que essa situação gera dúvidas entre os investidores. “Existe um comprometimento de um plano de governo que é ancorado no ministro da Economia. O mercado se pergunta se tem chance, de fato, dele sair, e, caso saia, o que poderá mudar”, explica. O economista complementa que “essa semana será de volatilidade na bolsa e com o câmbio”.

Os investidores ficaram animados com o fato de o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ter, pela sétima semana seguida, a projeção de queda reduzida de 5,62% para 5,52%, segundo o boletim Focus do Banco Central. Já o governo estima que a queda será de 4,7%.

No cenário externo, a negociação entre o governo americano e o Congresso dos Estados Unidos sobre o pacote de estímulos para amenizar os efeitos do coronavírus foi adiada. A previsão é de que a discussão ocorra logo após o recesso dos parlamentares.

Na China, a empresa especializada em vacinas CanSino obteve aprovação de patente junto ao governo local para ser candidata à imunização contra a covid-19, segundo a mídia estatal, que cita documentos do órgão regulador do país. Ainda na nação asiática, os investidores da bolsa se animaram com o fato de as processadoras de carne suspenderem as vendas para o país.

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