Greve dos Correios deve ir à Justiça

postado em 20/08/2020 06:00

A greve dos funcionários dos Correios, anunciada na última segunda-feira, continua por tempo indeterminado, segundo os empregados. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) informou que a adesão ao movimento grevista é de 70 % do pessoal. Em nota oficial, os Correios afirmam que estão operando em todo o país, com 83% do efetivo, e tranquilizam os clientes. “A rede de atendimento está aberta em todo o país, com a oferta do portfólio completo de serviços e produtos”, destaca a estatal.

Para reduzir os impactos da paralisação parcial dos empregados, foi colocado em prática, diz, o Plano de Continuidade de Negócios. “Medidas como o deslocamento de empregados administrativos para auxiliar na operação, remanejamento de veículos e mutirões estão sendo adotadas. Os índices de qualidade estão sendo monitorados e a empresa está atuando para reforçar o fluxo de entregas. Para mais informações, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 3003-0100 e 0800 725 0100 ou pelo endereço https://apps2.correios.com.br/faleconosco/app/index.php”, informa.

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) pediu ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para mediar o diálogo com o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e com o Supremo Tribunal Federal (STF). A greve, de acordo com a Findect, pode acabar, caso o STF suspenda a liminar que reduziu o prazo do acordo coletivo, que era válido até 2021, para este ano.

Os Correios argumentam que a proposta de revisão do acordo coletivo tem o respaldo do Ministério da Economia, no contexto de redução de despesas em meio à pandemia. E não retira direitos. “Conforme amplamente divulgado, a diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período — dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida”, reforça.(VB)

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