Indicador da Ceagesp de preço dos alimentos no atacado sobe 1,59% em agosto

No ano, o indicador acumula alta de 14,2%, mas em 12 meses a queda é de 3,9%

Agência Estado
postado em 04/09/2020 11:55
 (foto: Divulgação/Agência Minas Gerais)
(foto: Divulgação/Agência Minas Gerais)
O índice de preços dos alimentos no atacado da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) registrou alta de 1,59% em agosto em relação ao mês anterior, puxado pela elevação das cotações de frutas, legumes e pescados. Já o setor de diversos apresentou queda expressiva de 9,9%. No ano, o indicador acumula alta de 14,2%, mas em 12 meses a queda é de 3,9%.
Conforme comunicado da companhia, o volume ofertado de alimentos fechou o mês de agosto com 241.279 toneladas, 6,7% menor em comparação com o mês anterior (258.658 t). Pode ter colaborado para essa baixa o frio rigoroso de alguns dias em regiões produtoras no Sul e Sudeste. Em contrapartida, também ocorreram ao longo do mês altas temperaturas que aceleraram o desenvolvimento, a maturação e a coloração nos produtos, o que causa desequilíbrio na frequência da oferta.
Mesmo no atual período de estiagem, diz a Ceagesp, é possível encontrar produtos de qualidade a preços razoáveis. Essa tendência deverá prosseguir até o fim do inverno. "Esse quadro poderá sofrer alteração caso ocorram geadas nas regiões produtoras", pondera.
Em agosto, o setor de frutas apresentou alta de 2,83%. As principais elevações ocorreram em: acerola (110,6%), limão taiti (51,6%), maracujá azedo (25,4%), laranja lima (23,9%) e do mamão formosa (20,1%). As principais quedas ocorreram nos preços do abacate margarida (-27,2%), goiaba vermelha (-14,1%), mangas palmer (-13,4%) e tommy atkins (-12,8%) e goiaba branca (-12,2%).
O setor de legumes registrou elevação de 2,13%. Principais altas: pimentões amarelo (64,1%) e vermelho (52,0%), tomates italiano (30,2%) e achatado (28,2%), cenoura (27,9%) e beterraba (25,2%). As principais quedas de preços ocorreram com: chuchu (-34,6%), vagem macarrão curta (-20,9%), ervilha torta (-18,3%), pepino caipira (-15,4%) e abobrinha italiana (-15,1%).
O setor de verduras apresentou queda de 2,48%. Os principais recuos registrados foram nos preços do manjericão (-21,5%), da couve-flor (-15,5%), da cebolinha (-9,8%), do milho verde (-9,3%), da erva-doce (-9,0%) e do orégano (-7,9%). As maiores altas de preços ocorreram com a salsa (15,6%), com o repolho (12,4%), com o salsão (10,4%) e com o almeirão (8,7%).
O setor de diversos fechou o mês com queda expressiva de 9,96%. As principais baixas foram registradas nos preços da cebola (-32,5%), do alho (-24,1%) e das batatas asterix (-20,2%) e lavada (-11,3%). A principais altas ocorreram com a canjica (14,8%), com o coco seco (7,4%), com o milho de pipoca estrangeiro (6,3%) e com o amendoim com casca (5,4%).
O setor de pescados registrou alta de 1,91%. Os principais aumentos ocorreram nos preços da sardinha congelada (21,5%), da cavalinha (18,7%), da pescada goete (10,5%), do polvo (10,5%) e da anchova (10,1%). As principais quedas se deram nos preços da lula congelada (-20,5%), do cascote (-5,9%) e do salmão (-2,6%).
 

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