Mercado S/A

O trabalho mudou para sempre

Uma pesquisa realizada pela KPMG mostrou que o home office continuará a ser uma realidade para muitas empresas. Segundo o estudo, 27% das companhias da região Sudeste só irão convocar os funcionários para o retorno aos escritórios em 2021. Os empresários estão surpresos com o aumento da produtividade, mesmo com as equipes trabalhando remotamente. Tudo indica que, no pós-pandemia, o trabalho mudará para sempre. Home office, semana de quadro dias, espaços compartilhados, chefes mais flexíveis, escritórios sem aperto — a crise do coronavírus e as novas tecnologias estão provocando uma revolução na vida profissional e, certamente, abrirão caminhos diferentes para empresas e funcionários. As mudanças ocorrem em diversas partes do mundo. Nos Estados Unidos, um estudo do banco Morgan Stanley constatou que 50% das grandes empresas só pretendem voltar integralmente aos escritórios quando houver uma vacina contra o coronavírus.


Santander compra
plataforma de investimentos

O mercado financeiro continua agitado. Desta vez, o movimento partiu do banco Santander, que comprou 60% da corretora Toro Investimentos, fundada em Belo Horizonte em 2010. O negócio, que não teve o valor divulgado, foi realizado por meio da subsidiária PI, plataforma 100% digital lançada pelo Santander em 2019. Segundo o banco, a transação envolverá a compra de ações, aumento de capital e aporte de ativos operacionais da PI. Dados da B3 mostram que a Toro é a 12ª maior corretora do país.


Bovespa vai fechar 2020 abaixo dos 100 mil pontos?

O mercado financeiro mudou completamente a leitura do cenário econômico. Se muitas casas de análise apostavam que o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, fecharia 2020 acima dos 110 mil pontos, agora espera-se um desempenho pior. Ontem, a Bolsa brasileira encerrou o dia aos 93.580 pontos, acumulando perdas de 3,5% nos últimos dois pregões. Na avaliação geral do mercado, o governo se perdeu no programa Renda Cidadã, e há o sério risco de o país desandar de vez.


Lojas Americanas é a varejista mais admirada

O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar) divulgou o ranking das varejistas mais admiradas por clientes e funcionários. O ranking é liderado pelas Lojas Americanas, imediatamente à frente de O Boticário e Riachuelo. Realizado em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), o estudo é um bom termômetro dos serviços prestados pelas empresas, além de captar o que os colaboradores pensam sobre o ambiente corporativo.


"Quem dá dinheiro para obras sociais acaba sendo mais feliz na eternidade”

Elie Horn, fundador da incorporadora imobiliária Cyrela.
Ele pretende doar 60% de sua fortuna pessoal para a filantropia


52%

das pequenas e médias empresas projetam expansão dos negócios nos próximos meses, quando a pandemia tiver sido controlada. O estudo é da Fundação Getulio Vargas.


Rapidinhas

A inflação dos alimentos e a relativa volta da normalidade, com a reabertura de bares e restaurantes, afetaram os resultados dos supermercados. Depois de altas ininterruptas durante a pandemia, as vendas em agosto e setembro perderam força. Mesmo assim, o setor espera fechar 2020 com crescimento de 16% no faturamento.

O home office obrigou muitos funcionários a melhorar a sua infraestrutura doméstica. No segundo trimestre, as vendas de notebooks totalizaram R$ 2,1 bilhões, um aumento de 85% em relação ao mesmo período do ano passado — computadores novos estimulam produtividade. O estudo é da Neotrust/Compre&Confie.
A reabertura das lojas físicas começa a afetar as vendas on-line. Em agosto, segundo informações da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, as compras virtuais caíram 9% em relação a julho.

No acumulado do ano, porém, o saldo é muito positivo, com alta de 76% nas operações feitas no e-commerce.

A Advent, gestora americana de fundos de private equity, vê oportunidades na América Latina. Ontem, a empresa anunciou que concluiu a captação junto a investidores institucionais de seu sétimo fundo para a região, no valor de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões). Os novos recursos serão destinados principalmente para Brasil, Colômbia, México e Peru.