REFORMAS

Mudança tributária é urgente

Vera Batista
postado em 01/10/2020 01:04

Empresários, agentes do mercado financeiro e parlamentares defendem a votação ainda este ano da reforma tributária pelo Congresso Nacional, com a participação ativa do governo federal e em conjunto com a reforma administrativa. Eles voltaram a condenar aumento da carga tributária e qualquer tentativa de recriar a CPMF, em seminário conjunto, ontem, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A questão mais discutida foi até que ponto o parlamento, considerado reformista, vai conseguir levar a cabo, a curto prazo, a tarefa de mudanças no sistema de tributos

O ex-deputado federal, Luiz Carlos Hauly, autor da proposta original da reforma que tramita no Senado (PEC 110), afirmou que o Brasil não tem mais tempo. “O tempo está esgotado. O Brasil não tem uma economia de mercado. Não é capitalista. É um caos econômico. Não tem competitividade interna ou externa. O país faliu. Só não está pior porque tem os monopólios, oligopólios, empresas que sonegam e as que não vão pagar impostos. Não fazer a reforma, significa não crescer”, enfatizou, ao destacar que sua intenção é uma “simplificação radical”.

Para o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), as duas as reformas tributária e administrativa são “gêmeas siamesas” e devem caminhar juntas. “Mas, não acredito que sejam decididas ainda esse ano”, destacou. O governo federal tem, segundo ele, que tomar as rédeas do processo.

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