Mercado S/A

Amauri Segalla
postado em 19/10/2020 22:11 / atualizado em 19/10/2020 23:10

“A maior parte dos empresários acha que 2021 será um ano de recuperação para o país. No varejo, a retomada já começou “


Qual será a velocidade da retomada?
Por mais que os pessimistas teimem em dizer que a crise persistirá por um longo período, a maior parte dos empresários acha que 2021 será um ano de recuperação para o país. No varejo, a retomada já começou e, apesar das incertezas sobre a continuidade dos programas de auxílio, é provável que os níveis de consumo subam de patamar. No mercado da construção, as taxas de juros nos níveis mais baixos da história darão impulso ao crédito, e certamente serão um atrativo para a busca da casa própria. A indústria automobilística também enxerga uma demanda reprimida e até o setor de turismo, duramente atingido pela crise do coronavírus, acha que as viagens domésticas deverão aliviar as perdas. Tudo isso, claro, só terá validade se a política não atrapalhar, algo que, em se tratando de Brasil, sempre está no horizonte. Dito isso, é boa a possiblidade de o país percorrer uma estrada menos sinuosa no ano que vem.

 

O fim da taxa de corretagem?
O mercado financeiro tem lançado uma série de iniciativas para atrair clientes. Há alguns dias, a XP anunciou que vai cortar a taxa de corretagem para ações negociadas na plataforma em 75%. O valor por operação cairá de R$ 4,90 para R$ 2,90. Não é um caso único. Na Rico Investimentos, a taxa será reduzida a zero. Poucos setores são tão pulsantes no Brasil. De acordo com dados da B3, o número de CPFs cadastrados na Bolsa superou a marca de 3 milhões, quase o dobro do total de um ano atrás.

 

Concorrentes provocam Apple
A decisão da Apple de vender o novo iPhone 12 sem carregador aguçou o espírito provocativo da concorrência. A sul-coreana Samsung publicou em um de seus perfis oficiais no Twitter a imagem de um carregador com a legenda “incluso com o seu Galaxy”. Algo parecido foi feito pela chinesa Xiaomi em uma postagem também no Twitter, informando que seus smartphones vêm com carregador lacrado na caixa. A Apple disse que sua decisão foi tomada em prol do meio ambiente, mas ninguém acreditou.

 

Carros para pessoas com deficiência respondem por 14% do mercado
O mercado de carros para pessoas com deficiência (PcD) já responde por 14% das vendas totais de automóveis no Brasil. Há uma década, não chegava a 5%. O segmento cresceu tanto que levou o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a rever as regras para a concessão de descontos tributários. Lesões consideradas leves deixarão de contar com o benefício. Como as mudanças só valem a partir de 2021, há uma corrida às lojas para a compra de carros por intermédio dessa modalidade.

 

4,9%
Foi quanto cresceu o PIB da China no terceiro trimestre na comparação anual. O mercado esperava alta de 5,3%.

 

“As medidas para conter a pandemia nunca foram desculpa para continuar gastando.”
Paulo Guedes, ministro da Economia, em evento on-line promovido pela Câmara de Comércio Brasil- Estados Unidos

 

Rapidinhas

• A Renner, maior varejista de moda do Brasil, tem ampliado ações na área de energia renovável. Três lojas da marca em Brasília passaram a ser abastecidas por energia solar. Segundo a empresa, a perspectiva de economia nos custos da conta de energia será de 18% ao ano, considerando os gastos somados das três unidades.

• Atualmente, 44% da energia consumida por todas as operações da Renner são provenientes de fontes renováveis de baixo impacto (solar e pequenas centrais hidrelétricas). Em 2019, três unidades da empresa no Rio de Janeiro passaram a receber energia limpa de uma fazenda solar e, desde janeiro de 2020, uma loja em Porto Alegre adota o sistema.

• A Serasa Experian divulgou mais um dado que reforça a retomada. Em setembro, a atividade do comércio brasileiro avançou 3,4% em relação a agosto. Foi a quinta alta consecutiva do indicador. Os melhores resultados vieram das vendas de veículos, motos e peças, que avançaram 5,8% no mesmo período.

• Os empresários do ramo de restaurantes estão convictos que este será o último setor a se recuperar. Na visão deles, os níveis pré-pandemia só serão repetidos após a população estar vacinada. Só assim as pessoas se sentirão seguras para comer fora de casa. Enquanto isso, o jeito é aliviar as perdas com o delivery e o distanciamento entre mesas.

 

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