RECEITA

Arrecadação federal sobe 1,97% em setembro, no segundo mês de alta

No acumulado do ano, contudo, a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais acumulam uma queda de 11,7% devido à pandemia

Marina Barbosa
postado em 21/10/2020 15:25 / atualizado em 21/10/2020 15:25
 (crédito: editoria de ilustração)
(crédito: editoria de ilustração)

A arrecadação do governo federal cresceu pelo segundo mês consecutivo em setembro. Segundo a Receita Federal, a arrecadação somou R$ 119,82 bilhões no mês passado e registrou uma alta real de 1,97% na comparação com o mesmo mês de 2019. Porém, ainda apresenta uma retração de 11,7% no acumulado do ano, por conta do choque causado pela pandemia de covid-19.

O resultado de setembro, divulgado nesta quarta-feira (21/10), é o melhor para o mês desde 2014. Segundo a Receita Federal, o dado reflete a melhora gradual das variáveis macroeconômicas e uma arrecadação extraordinária de R$ 2,5 bilhões do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). E só não foi maior por conta do aumento de 38,9% das
compensações tributárias e da isenção do IOF crédito, anunciada no início da pandemia.

De acordo com a Receita, a retomada do pagamento dos impostos que foram diferidos na quarentena não influenciou a arrecadação de setembro, pois será cobrada neste mês de outubro. A medida, porém, havia ajudado a arrecadação de agosto, quando o indicador saiu do vermelho da pandemia de covid-19 na comparação mensal. Por isso, na comparação com agosto, a arrecadação de setembro apresenta uma variação real negativa de 4,37%.

No acumulado do ano, a arrecadação do governo federal soma R$ 1,026 trilhão. O volume é 11,7% menor que o do mesmo período do ano passado e também é o menor para o período desde 2010. Porém, é um reflexo do baque sofrido pela atividade econômica e pela arrecadação brasileira no início da pandemia de covid-19. A Receita Federal destaca, por sua vez, que esse resultado negativo vem diminuindo: chegou a -15,16% em julho, passou para -13,23% em agosto e agora está em -11,7% no acumulado do ano.

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