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Petrobras anuncia novo reajuste de combustíveis

A estatal vai diminuir o preço da gasolina, do diesel (S10 e S500) e do combustível marítimo (Dmar) em índices que variam de 4% a 5%. Novos valores entram em vigor amanhã

Fernanda Strickland*
postado em 26/10/2020 14:31 / atualizado em 26/10/2020 18:15
 (crédito: Arquivo/Agência Brasil)
(crédito: Arquivo/Agência Brasil)

A Petrobras divulgou nesta segunda-feira (26/10) novo reajuste no preço dos combustíveis praticado nas refinarias. A gasolina terá redução de 5%, o diesel (S10 e S500), de 4% e o combustível marítimo (Dmar), de 4,1%. Os novos valores passam a valer a partir desta terça-feira (27/10).

Com a redução do diesel em 4,0% (ou R$ -0,07 por litro), o preço médio da Petrobras para as distribuidoras passa a ser de R$ 1,69 por litro. Assim, no acumulado do ano, a redução do preço é de -27,3 %. Já com a redução da gasolina em 5,0% (ou R$ -0,09 por litro), a média de preço da Petrobras para as distribuidoras será de R$ 1,66 por litro. A redução do preço, no acumulado do ano será de -13,7 %.

O consultor de vendas Lucas Moreira, 22 anos, critica a diminuição de apenas 5% nos valores da gasolina. “É um absurdo essa redução tão pequena. Tenho saudade de quando o litro de gasolina era R$ 1,50. Entretanto, no momento, qualquer economia ajuda no final do mês”, opina.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustiveis-DF), Paulo Tavares, explica que amanhã (27), haverá uma queda de aproximadamente R$ -0,06 no litro da gasolina. Ocorre que, há duas semanas, houve um aumento de R$ -0,07. “Pode-se observar que as bombas de gasolina continuam com o mesmo preço. Ou seja, o aumento que ocorreu há duas semanas, pela Petrobras, quase nenhum revendedor repassou", afirma o sindicalista.

"Em contrapartida, com essa queda de preço que está no mesmo patamar, é muito provável que não haverá reajustes nos postos. Como o mercado está muito instável, a questão do dólar e do barril de petróleo tem influenciado muito os preços da Petrobras. Isso tem deixado os revendedores calejados e fazendo com que eles não mudem o preço quando há uma alta, aguardando quando chegar a baixa”, explica o representante dos revendedores de combustível.

* Estagiária sob supervisão de Carlos Alexandre de Souza

 

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