Aéreas

Brasileira de baixo custo, Nella pede à Anac para operar voos regionais

Estratégia da nova companhia aérea, com centro de operações em Brasília, é conectar cidades de interior desassistidas pelas gigantes do setor

Correio Braziliense
postado em 22/11/2020 16:32
 (crédito: Divulgação)
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A Nella Linhas Aéreas deu entrada, nesta semana, em pedido de operação de voos junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Brasileira, a empresa quer atuar no regime low cost e se propõe a conectar cidades do interior do país. Este foi o primeiro passo da companhia aérea para obter o Certificado de Operador Aéreo (COA), com o qual ela poderá passar a lançar voos. A previsão da companhia é que suas primeiras operações se deem no primeiro semestre de 2021.

O slogan da Nella será "Não se trata apenas de voar" e envolve os pilares de gestão humanizada, focada nos viajantes e nos colaboradores, alega a empresa. Criada por Maurício Souza, a companhia deve começar operando com aeronaves ATR 72-600, com capacidade para 72 passageiros, no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os planos de futuro incluem ampliação de frota e serviços de transporte de cargas.

De acordo com informações do Ministério do Turismo, as aeronaves poderão utilizar aeroportos menores, mas a aérea terá centro de operações no Aeroporto Internacional de Brasília e centro administrativo no Campo de Marte, em São Paulo. “A retomada de nossa atividade ocorrerá por meio do turismo doméstico e temos que aproveitar esta tendência pós-pandemia para promover e valorizar nossos destinos. A chegada de novas companhias aéreas regionais amplia a conectividade e tornam o turismo ainda mais acessível”, ressaltou o ministro Marcelo Álvaro Antônio, destacando que este seria um bom momento para investimento no mercado interno.

Ainda não há informações sobre possíveis rotas ou faixa de preço dos voos operados pela Nella no Brasil. O site da companhia já está no ar, mas apenas com informações administrativas e dos valores da empresa. A previsão de operações, no entanto, foi ratificada por postagem do próprio Governo Federal. Pelas redes sociais, a empresa se comunica com o mercado e com o público, abrindo processos seletivos e interagindo com pedidos de sugestões que vão desde as cores dos uniformes que a tripulação deve utilizar até as cidades que os leitores gostariam de ver atendidas.

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