Governo federal economiza R$ 1,2 bilhão em Central de Compras

Pandemia estimulou aumento de compras compartilhadas de itens e serviços durante 2020

Correio Braziliense
postado em 30/12/2020 21:10 / atualizado em 30/12/2020 21:12
 (crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)
(crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil)

Em 2020 a Central de Compras do governo federal bateu recorde de economia de recursos, alcançando R$ 1,2 bilhão. Segundo nota publicada pelo Ministério da Economia, é o maior volume da história da Central de Compras, tanto no que se refere à quantidade de processos de contratação conjunta quanto aos valores economizados.

A nota afirma que os R$ 1,2 bilhão em economia abrange a soma de “contratos para a aquisição de passagens aéreas, computadores, material de escritório, serviços de apoio administrativo e de limpeza, contratação de nuvem, transporte de servidores, prestação do serviço de modo compartilhado aos órgãos, além de doações recebidas”.

“O maior destaque de 2020 foi a compra centralizada de notebooks, desktops e monitores, que trouxe uma economia de cerca de R$ 515 milhões. São R$ 420 milhões de economia pelo ganho de escala e outros R$ 93 milhões pela redução de processos licitatórios. O valor estimado da licitação era de R$ 1,2 bilhão e o valor final foi de R$ 831 milhões. A contratação centralizada de suítes de escritório (Microsoft Office 365), por sua vez, gerou uma economia de R$ 10,2 milhões. O número engloba a economia no preço final da licitação, que foi de R$4,7 milhões e também a economia processual”, afirma a nota do Ministério da Economia.

Pandemia

O economista autônomo Hugo Passos comenta que o resultado foi bastante positivo. “Em momento de pandemia, o governo conseguiu realizar uma grande economia em 2020. É isso que o mercado quer ver para os próximos anos. O controle de gastos do governo é imprescindível. A questão fiscal está com a corda no pescoço. Para 2021, a dívida/PIB deve ultrapassar 100%. Esse método de compartilhamento e desburocratização é o que o Brasil precisa. Otimiza a execução dos serviços e reduz os custos”, explica.

O Ministério da Economia também revela em nota que outros R$ 10,5 milhões foram economizados com aquisição centralizada de licenças de uso de softwares de virtualização de servidores, com atualizações e suporte, mas o número pode ser ainda maior caso ocorram adesões aos serviços disponíveis na Ata de Registro de Preços por órgãos não participantes. A contratação conjunta de serviços de telefonia alcançou 412 instituições, gerando uma economia de R$ 24 milhões.

O Secretário de Gestão, Cristiano Heckert, explica que a Central de Compras unifica a aquisição e contratação de bens e serviços de uso comum aos órgãos da administração direta do Poder Executivo. “O objetivo é obter mais eficiência no gasto público, padronizar procedimentos e melhorar a qualidade, o controle e a fiscalização das compras federais.”

O ministério espera que, em 2021, entre os processos, licitações e chamamentos públicos que estão em andamento, o grande destaque seja a licitação para contratação de serviços de apoio administrativo, secretariado e recepção, atualmente em fase de aceitação de propostas. "O valor estimado do contrato é de R$ 1,7 bilhão e o valor da melhor proposta ofertada na licitação para atendimento de 49 órgãos e entidades é de R$ 1,2 bilhão, representando uma economia de R$ 415 milhões”.

 

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