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Ceasa-DF abrirá 400 vagas de emprego em 2021, diz presidente do órgão

Expansão de 20% da área construída das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal abre espaço para a instalação de 23 novas empresas

Edis Henrique Peres*
postado em 08/01/2021 17:00
 (crédito: Reprodução)
(crédito: Reprodução)

O projeto de expansão de 6.500m² das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), equivalente a um aumento de 20% da área atual, abrirá 400 vagas de emprego neste ano. A informação foi dada pelo presidente da Ceasa, Sebastião Márcio, em entrevista, nesta sexta-feira,  ao CB.Agro, programa feito em parceria pelo Correio Braziliense e a TV Brasília. Os novos locais já foram construídos e a expectativa é que até março a licitação para contratar novos fornecedores de produtos agrícolas seja divulgada. A expansão irá possibilitar a entrada de até 23 novas empresas na Central de Abastecimento.

Márcio anunciou também um projeto de parceria público-privada para a construção do Mercado Central de Brasília. “Duas empresas já apresentaram seus projetos, equipes já analisaram e escolhemos a modelagem que vai ser usada no processo licitatório para escolher a companhia que vai construir e gerir o negócio. O Mercado Central vai ser a cara de Brasília, a síntese de todo o Brasil. Vai ser um grande centro de convivência dos brasilienses", pontuou. A expectativa é que o projeto de Mercado Central esteja finalizado até 2023.

Na entrevista, Márcio explicou as razões dos produtos agrícolas estarem com preços elevados. “Os preços de hortifruti sofrem naturalmente pela variação sazonal. Há épocas do ano em que existe uma maior dificuldade de se produzir determinados produtos devido àa maior incidência de doenças e afins, e isso naturalmente leva ao aumento no preço. E, claro, 2020 foi um ano atípico: as demandas se avolumaram e as incertezas na tomada de decisão do que produzir e o quanto produzir colaboraram para um aumento de preço, que felizmente, já mostra sinais de arrefecimento”, disse.

O Índice Ceasa do Distrito Federal (ICDF), que analisa uma cesta de 66 produtos, mostra que, em 2020, a alta acumulada foi de 32%. Sebastião Márcio, contudo, disse ter convicção de que a tendência é os preços voltarem para a regularidade.

“Alguns preços vão recuar com maior velocidade, principalmente os daqueles produtos que são facilmente produzidos nesse período e dos que possuem um ciclo menor de produção. Mas, a não ser que haja alguma ocorrência climática ou agravamento sanitário, a tendência é de volta à normalidade”, explicou.

Agricultura familiar

Segundo informação do presidente da Ceasa, a central contribui com cerca de 20% do abastecimento do DF. “O número só não é maior porque temos uma área restrita, mas temos uma produção de altíssima qualidade, diversificada e qualificada. E grande parte destes 20% de produção provêm da agricultura familiar.”

Márcio estima que exisaem cerca de 6 a 7 mil produtores familiares, empregando pelo menos 1 ou 2 funcionários cada um. “Ao todo são 18 mil propriedades rurais, mas muitas delas são usadas apenas como moradia ou lazer. No entanto, algumas dessas propriedades estão começando também a serem produtores rurais”, disse.

Além da produção, o presidente da Ceasa ressaltou que o cidadão rural demanda menos serviços do Estado e diz que hortaliças consumidas em menor volume já são produtos em que o DF se destaca como autossuficiente. “As hortaliças folhosas em geral, e também o pimentão, são produtos em que temos condições de atender a todos. Em outros, como batata, cenoura, por precisarem de grandes áreas de plantio, não conseguimos ter essa autossuficiência”, finalizou.

Estagiário sob a supervisão de Odail Figueiredo

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