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Confiança do empresário industrial recua em janeiro diante de incertezas

As incertezas sobre a covid-19 foram o principal motivo para que a confiança do empresário recuasse 2,2 pontos em janeiro

Agência Estado
postado em 13/01/2021 11:00
Novo aumento de casos de covid-19 tem causado mais medidas de restrição no comércio -  (crédito: Tailana Galvao/Esp.CB/D.A Press)
Novo aumento de casos de covid-19 tem causado mais medidas de restrição no comércio - (crédito: Tailana Galvao/Esp.CB/D.A Press)
As incertezas sobre a evolução da pandemia de covid-19 e seus impactos na economia brasileira em 2021 derrubaram a confiança dos executivos industriais, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de confiança do setor (Icei) recuou 2,2 pontos em janeiro na comparação com o último mês do ano passado, caindo de 63,1 pontos para 60,9 pontos. Com o recuo, o Icei ficou 4,4 pontos abaixo do registrado em janeiro de 2020.
"Apesar da chegada da vacina, o crescimento do contágio nos países europeus e, sobretudo, no Brasil, aumentou o temor da necessidade de se impor novas medidas de isolamento social. Adicionalmente, o ano de 2021 se inicia sem as medidas emergenciais de apoio às empresas e às famílias mais vulneráveis. Tais fatores provavelmente resultaram no recuo da confiança dos empresários", avalia a CNI no documento.
Apesar da queda em janeiro, o patamar de 60,9 pontos ainda indica otimismo por parte do setor, já que o indicador permanece bem acima da linha divisória dos 50 pontos a partir da qual novas quedas passariam a sinalizar pessimismo do empresariado. "Mas é importante dizer que o indicador continua elevado, em 60 pontos, distante de 50, que é a linha de corte, entre um cenário de confiança e de desconfiança. Continua a perspectiva de crescimento, com investimentos em muitas áreas, nesse momento de recuperação", acrescenta o gerente executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca.
Entre os componentes que formam o Icei, o Índice de Condições Atuais recuou de 59,5 pontos em dezembro para 56,7 pontos em janeiro. Já o Índice de Expectativas passou de 64,9 pontos para 63 pontos na virada do ano.
Foram entrevistados executivos de 1.286 empresas, sendo 491 de pequeno porte, 505 de médio porte e 290 de grande porte.

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