Benefício social

Guedes: novo auxílio emergencial será entrada para o Renda Brasil

Ministro da Economia, Paulo Guedes condiciona a liberação do benefício à aprovação da PEC de Guerra. E projeta queda do PIB menor do que 4%. Dado será divulgado nesta quarta-feira

Simone Kafruni
postado em 02/03/2021 20:03 / atualizado em 02/03/2021 20:04
 (crédito: AFP / EVARISTO SA)
(crédito: AFP / EVARISTO SA)

Em entrevista a uma rádio, nesta terça-feira (02/03), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo precisa da aprovação da PEC Emergencial, que libera Orçamento de Guerra, para dar início à nova rodada do auxílio emergencial. E disse que, no fim das parcelas, o benefício será sucedido por um programa de renda básica. “Estamos repondo a camada de proteção social com o auxílio, que tem que engatar no Renda Brasil, que é é de natureza diferente. Mas vamos fazer isso com sinais de responsabilidade fiscal”, ressaltou.

Porém, Guedes reforçou que, para disparar as novas parcelas do auxílio, é preciso aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial. “A PEC vai criar contrapartidas e regulações para compensar o gasto e evitar o endividamento”, disse. “Precisamos de um protocolo para controlar crises fiscais”, completou.

O ministro também projetou uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020 menor do que 4%. O dado deve ser divulgado nesta quarta-feira (03/03) pelo Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE). “No início da pandemia, a previsão era queda de 9%. O PIB da Inglaterra caiu 9%; o da Itália, 7,8%; o da França, 6,5%; e o da Alemanha, 5%. O do Brasil deve sair amanhã abaixo de 4%”, comparou.

Congresso

Segundo Guedes, a mudança na presidência das duas Casas Legislativas permitirá que as pautas avancem. “Havia uma pauta de centro esquerda travando a nossa agenda de centro direita.” Agora, os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deram uma demonstração “de cooperação com a independência”, avaliou o ministro.

Com a pauta afinada entre os poderes, Guedes diz que as reformas serão retomadas. “Vamos ter auxílio, reformas e vacinação. O Brasil deve crescer entre 3% e 3,5% este ano. Vamos desembocar em um programa de geração de emprego e renda, que já estamos desenhando. Vamos renovar a verde amarela e reforçar o Bolsa Família com o Renda Brasil, sem aumentar impostos. Podemos substituir, simplificar. Mas não conte conosco para aumentar imposto”, alertou Guedes.

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