Pandemia

Bolsonaro sobre novo Orçamento de Guerra: "Se eu tivesse, eu dava"

O presidente também falou sobre a alteração das regras de Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) para a compra de veículos por pessoas com deficiência, que passa a ter limite de R$ 70 mil a fim de cumprir compensação tributária. Segundo ele, "quem quer comprar um carro de R$ 400.000 não precisa do benefício".

Ingrid Soares
postado em 02/03/2021 21:36 / atualizado em 02/03/2021 21:38
 (crédito: AFP / EVARISTO SA)
(crédito: AFP / EVARISTO SA)

O presidente Jair Bolsonaro comentou, nesta terça-feira (02/03), sobre o pedido de governadores a respeito de um novo Orçamento de Guerra em meio à covid-19. Segundo o chefe do Executivo, se tivesse a verba, concederia a medida. Porém, caracterizou o pleito como “endividamento”. A apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada, ele citou a reunião do presidente da Câmara, Arthur Lira com os chefes dos estados.

“Hoje teve uma reunião do Arthur Lira com os governadores. Os governadores querem uma nova PEC de guerra, ou seja, mais recursos. Agora o que acontece, se eu tivesse eu dava, mas isso já é endividamento”, apontou.

Bolsonaro falou também sobre a alteração das regras de Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) para a compra de veículos por pessoas com deficiência, que passa a ter limite de R$ 70 mil a fim de cumprir compensação tributária. Segundo ele, “quem quer comprar um carro de R$ 400.000 não precisa do benefício”. Sobre o gás de cozinha, o mandatário relatou que a população vai saber “quem está ganhando” para transportar o GLP.

“A questão da isenção é em definitivo, do gás. Não tem mais imposto federal em gás de cozinha. Então tá saindo 40 reais o Botijão e, em alguns lugares, está chegando a 100. Então vocês vão ter como saber brevemente, daqui um mês no máximo, quem é que está ganhando para transportar o gás. A questão do diesel, tirei por dois meses, mas é um imposto que você tem que buscar outra fonte de receita. Fui em cima dos bancos, e naqueles que comprava um carro sem desconto acima de R$ 70.000, ou seja, carro acima de R$ 70.000”, explicou.

“O cara comprava carro de R$ 40.000 e pagava metade do preço. O problema é de saúde, os mais variados possíveis, então quem tem problema de saúde e quer comprar um carro até R$ 70.000, não tem imposto. Acima de R$ 70.000 voltou a ter imposto, nada mais além disso. Então eu não estou perseguindo ninguém, nenhuma pessoa com deficiência. Repito: carros acima de R$ 70.000. Tá certo? Então se o cara precisa, é pobre, pode comprar um carro sem imposto até R$ 70.000. Quem quer comprar um carro de R$ 400.000 não precisa, então ele pode pagar”, completou.

O chefe do Executivo alegou ainda que o dinheiro do IPI será "destinado a cobrir o buraco do diesel" e, em indireta a governadores, argumentou que a população deveria "cobrar quem é de direito". "Esse dinheiro vai para onde? eu não inventei nenhum imposto... vai para cobrir o buraco do diesel que por dois meses deixaremos de cobrar trinta e cinco centavos no litro do diesel. Por que dois meses? Porque a gente estuda uma maneira de tornar efetivo essa isenção. Então no momento, imposto zero para gás de cozinha, imposto zero para óleo diesel. Então vão reclamar agora com quem é de direito, vê os outros impostos que não são os federais e o pessoal vai pra cima do respectivo candidato que ele elegeu. É muito fácil, tudo que acontece no Brasil o cara culpa o governo federal", concluiu o presidente.

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