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Sem Bolsonaro, ministros inauguram maior complexo de energia solar do país

Usinas localizadas em São José do Belmonte (PE) deverão ser a maior fonte de energia solar da América Latina, com R$ 3 bi em investimentos

Fernanda Fernandes
postado em 09/07/2021 11:55 / atualizado em 09/07/2021 11:56
 (crédito: Brasal/Divulgação)
(crédito: Brasal/Divulgação)

 

Os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do Turismo, Gilson Machado, participam, hoje (9/7), da inauguração das usinas solares Brígida, Bom Nome e Belmonte, no município de São José do Belmonte, em Pernambuco. Com uma ocupação de 186,9 hectares, o complexo foi anunciado em abril de 2019 e pertence à empresa espanhola Solatio.

De acordo com informações do Ministério de Minas e Energia (MME), nesse tempo, as obras geraram 2.500 empregos diretos e indiretos e, juntas, as usinas possuem uma potência instalada de 810 MW, e podem abastecer cerca de 800 mil famílias. O conjunto, que já forma o maior parque solar do Brasil, deverá ser o maior da América Latina em geração solar, com cerca de R$ 3 bilhões em investimentos.

Apesar da magnitude do complexo de São João Belmonte, o presidente Jair Bolsonaro não participa do evento, ao contrário das últimas inaugurações de usinas solares que ocorreram na Paraíba e no Goiás. Em maio, o presidente participou da inauguração de um painel solar em um quartel no Amazonas. Na agenda do chefe do Executivo, paralelamente à inauguração das usinas, consta participação do presidente em solenidade militar, no interior de São Paulo.

Energias renováveis serão 25% da energia do país até 2030

Nesta quinta-feira (08/07), durante apresentação a jornalistas da imprensa internacional, o ministro Bento Albuquerque falou sobre as expectativas de expansão de energia renovável para a próxima década. Segundo o ministro, o que se observa é uma redução considerável da dependência de fontes de energia hidráulica.

“Hoje ainda temos uma dependência e 61% da fonte hidráulica, mas a expectativa é que diminua para 49% nos próximos 10 anos. Nós notamos a expansão das energias renováveis. Em 2014, nós praticamente não tínhamos geração de energia solar e eólica no Brasil e, até 2030, a energia renovável deverá representar 25% da nossa matriz”, afirmou Albuquerque.


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