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Erros de governos anteriores contribuíram para conta de luz cara, diz deputado

Para Édio Lopes, presidente da comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, falta de previsibilidade do governo e seca prolongada estão entre principais causas da alta na conta de luz

João Vitor Tavarez*
postado em 31/08/2021 19:40
 (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Em entrevista ao CB.Poder desta terça-feira (31/8), o deputado Édio Lopes (PL-RR), presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, disse que o aumento na conta de energia já começa a valer amanhã. “Estamos muito preocupados com a situação energética, pois além de pagarmos uma tarifa cada vez mais alta, amanhã, 1º de setembro, teremos novo aumento na ordem de 51% na bandeira vermelha”, ressaltou.

Segundo o parlamentar, falta de previsibilidade do governo é o principal ponto que fez chegar à iminente crise energética no país. O CB.Poder é uma parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília.



“O reajuste já está fechado. O governo logo fará o anúncio. Havia, na semana passada, a possibilidade de esse reajuste ser maior, chegando a 24%. Mas acabou prevalecendo a tese dos R$ 14,2 (cobrados) a cada 100 quilowatts-hora de energia consumida”, detalhou. Isso , conforme explicou o deputado, equivale a pouco mais de 50% de aumento na bandeira vermelha — taxa extra incidente nas faturas —, “que dias atrás teve alta na mesma proporção”.

Questionado até quando a conta de luz vai pesar no bolso dos brasileiros, Édio Lopes explica que “enquanto houver período de estiagem (seca) prolongada”. Ele afirma que a bandeira vermelha é uma espécie de gatilho para compensar o custo das termelétricas. Com isso, “quando chegarmos a abril (2022), pelas nossas avaliações, ainda teremos um rombo significativo entre os gastos com as termelétricas e as arrecadações vindas do aumento da bandeira”, disse.

Para o deputado, houve sucessivos erros por parte de governos anteriores no que tange a questão da energia elétrica. “Faltou planejamento, investimento e, sobretudo, acompanhamento da situação da energia elétrica no país”, apontou.


* Estagiário sob supervisão de Mariana Niederauer

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