Serviços

Após 5 meses de alta, setor de serviços recua 0,6% em setembro

O segmento de transportes (-1,9%) foi o mais prejudicado em setembro, com um decréscimo acumulado de 19%, de abril do ano passado para cá. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS)

Tainá Andrade
postado em 12/11/2021 13:32 / atualizado em 12/11/2021 15:49
 (crédito: Agencia Brasil/Tania Rego)
(crédito: Agencia Brasil/Tania Rego)

O setor de serviços recuou 0,6% na comparação de agosto para setembro deste ano, informou nesta sexta-feira (12/11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Anual de Serviços (PAS). O segmento de transportes (-1,9%) foi o mais prejudicado em setembro, com um decréscimo acumulado de 19%, de abril do ano passado para cá. Outros setores em baixa foram os de informação e comunicação (-0,9%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%). 

Apesar das quedas, alguns tipos de serviços registraram aumento, como as atividades prestadas às famílias (1,3%), com crescimento de 52,5%, o sexto avanço seguido; e o setor de turismo, que cresceu 0,8% desde agosto, acumulando ganho de 49,9%.

Mesmo em ascensão, contudo, o turismo ainda se encontra abaixo do patamar de fevereiro do ano passado (20,4%). A melhora no setor se deu, principalmente, pelo aumento de procura nos ramos de hotéis, transporte aéreo, restaurantes, passagens em rodoviárias, serviços de buffet, locação de automóveis e agências de viagens.

Os estados com maior relevância foram Rio de Janeiro (4,0%), Santa Catarina (5,7%), Bahia (1,5%) e Goiás (2,5%).

Comparação anual

Apesar dos números não muito otimistas, o setor de serviços apresentou expansão de 11,4%, se comparado a setembro do ano passado. As atividades pesquisadas — serviços prestados às famílias, serviços de informação e comunicação, serviços profissionais, administrativos e complementares, transportes, serviços auxiliares aos transportes e Correio e outros serviços — registram crescimento em 71,7%, nos 166 tipos de serviços investigados.

Os mais positivos foram: transportes, serviços auxiliares aos transportes e Correio (13,7%) e informação e comunicação (10,1%).

Nos transportes, grande parte dos dados positivos foi estimulado pelos segmentos de transporte rodoviário de cargas, gestão de portos e terminais, transporte aéreo, navegação de apoio marítimo, portuário e correio.

No segundo segmento de destaque, as atividades que bombearam o setor foram os portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação digital, desenvolvimento e licenciamento de softwares e atividades de televisão aberta.

 

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