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Agropecuária turbina importação de bens de capital e insumos em outubro, diz FGV

Em outubro, o volume importado de bens de capital cresceu 32,7% em relação ao mesmo mês de 2020

O setor agropecuário investiu mais na importação de bens de capital e de insumos para a produção em outubro, o que sinaliza uma expectativa favorável para os negócios nos próximos meses, segundo os dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Em outubro, o volume importado de bens de capital cresceu 32,7% em relação ao mesmo mês de 2020. Já as importações de máquinas e equipamentos para a agropecuária registraram um salto de 112,2% no período. O volume importado de bens de capital, seja pela indústria seja pela agropecuária, é contabilizado como investimento na conta da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no Produto Interno Bruto).

Quanto aos insumos para a produção industrial e agropecuária, que sinalizam aquecimento dessas atividades, houve uma elevação de 43,5% no volume importado de bens intermediários para a agropecuária em outubro de 2021 ante outubro de 2020. Já a importação para a indústria de transformação cresceu 22,4% no período.

"O que se conclui? Expectativas mais favoráveis para o setor agropecuário estariam levando ao aumento das compras de bens de capital e de bens intermediários, acima das variações da indústria de transformação", explicou Lia Valls, pesquisadora associada do Ibre/FGV, na nota do Icomex.

De janeiro a outubro, o volume importado de bens de capital cresceu 9,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o de máquinas e quipamentos para a agropecuária subiu 30,2%. Quanto aos insumos, a importação de bens intermediários para a indústria de transformação aumentou 29,6% no acumulado deste ano, e o volume importado pela agropecuária teve expansão de 14,6%.

O Brasil importou 31,4% mais em volume da China em outubro de 2021 ante outubro de 2020. As compras de bens da União Europeia cresceram 31,1%; da Argentina, 27,3%; e da Ásia (excluindo China e Oriente Médio), 32,4%. Houve recuo de 8,3% no volume importado dos Estados Unidos e do México (-16,7%).

Quanto às exportações brasileiras, o volume vendido cresceu em outubro para os Estados Unidos (15,8%), Argentina (18,6%), Demais países da América do Sul (13,3%) e Ásia (11,5%). O volume exportado pelo Brasil para a China encolheu 8,3% no mês. Houve quedas também nas vendas para a União Europeia (-0,6%) e México (-14,6%).