Retomada

OCDE prevê crescimento global e aponta desaceleração no Brasil

Segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos, é previsto que o crescimento do PIB atinja 5% em 2021, mas desacelere para 1,4% em 2022

Prevê-se que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) atinja 5% em 2021, mas que desacelere para 1,4% em 2022 e 2,1% em 2023, aponta a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) nesta quarta-feira (1º/12). Relatório de Mercado Focus do Banco Central (BC) tinha mostrado que a expectativa de alta caiu de 4,80% para 4,78% no PIB de 2021.

Segundo a OCDE, a campanha de vacinação contra a covid-19 acelerou e, com isso, a atividade econômica, sustentada pelo consumo privado e pelo investimento, reiniciou à medida que as restrições foram levantadas.

“As exportações têm se beneficiado da recuperação global, da demanda robusta por commodities e do câmbio fraco. No entanto, gargalos de oferta, menor poder de compra, taxas de juros mais altas e incerteza política desaceleraram o ritmo de recuperação. O mercado de trabalho está se recuperando com algum atraso e o desemprego permanece acima dos níveis pré-pandemia”, explica.

A OCDE aponta, também, que a inflação aumentou significativamente nos últimos meses, levando o Banco Central a aumentar as taxas de juros para 7,75%. Projeta-se que o aperto contínuo da política monetária ao longo de 2022 contenha a dinâmica da inflação e mantenha as expectativas de inflação ancoradas.

“As reformas fiscais também podem desempenhar um papel importante na contenção das pressões inflacionárias. O fortalecimento das regras fiscais aumentaria a confiança do mercado quanto ao compromisso do governo de manter finanças sustentáveis. Um gasto público mais eficiente criaria espaço fiscal para políticas que estimulem o crescimento e um programa de proteção social mais inclusivo”, comenta.

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