Economia

FGV: Confiança do Comércio volta a cair no último trimestre do ano

Com isso, o indicador, que mede a confiança dos empresários brasileiros do setor, chegou a 85,3 pontos, o menor patamar desde abril deste ano (84,1 pontos), segundo dados divulgados hoje (28) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (FGV IBRE), divulgado nesta terça-feira (28/12), caiu 2,7 pontos em dezembro, ao passar de 88,0 para 85,3 pontos, menor nível desde abril de 2021 (84,1 pontos). Em médias móveis trimestrais o indicador recuou 2,9 pontos, a quarta queda consecutiva.

Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, avalia que com uma nova queda, a confiança do comércio terminará 2021 com perda acumulada de 6,4 pontos. “O resultado de dezembro é influenciado principalmente pela percepção de piora no volume de demanda pelo quinto mês consecutivo, sugerindo que, apesar da melhora da pandemia, o setor continuando sentindo os efeitos negativos da baixa confiança do consumidor, lenta recuperação do mercado de trabalho, alta inflação e juros em alta”, comenta.

Tobler explica que as expectativas também pioraram sugerindo que o início do próximo ano deve ser desafiador, sem perspectivas de retorno da trajetória de recuperação que vinha ocorrendo até o terceiro trimestre deste ano“, avalia Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Segundo o levantamento, em dezembro, houve queda em cinco dos seis principais segmentos do setor. O recuo no mês foi resultado da piora da percepção sobre o momento presente e das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) caiu 4,3 pontos, chegando a 84,0 pontos, menor valor desde abril de 2021 (81,6 pontos).

Já o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 0,9 ponto, ao passar de 88,2 pontos para 87,3 pontos, mesmo valor de abril de 2021.

Resultado trimestral

O estudo mostra que depois de se recuperar ao longo do segundo e terceiro trimestres, o ICOM voltou a cair no último trimestre do ano. A piora da confiança do comércio foi puxada pela queda mais intensa pelo ISACOM, mas ao longo de 2021 é possível perceber que esse também foi o subíndice mais volátil, enquanto o IE-COM permaneceu mais estável, embora em patamar baixo.

Com o resultado atual, há uma convergência dos dois subíndices, apesar de ainda abaixo do nível neutro de 100 pontos. “O resultado trimestral confirma o cenário de desaceleração do setor no final do ano e os empresários ainda não vislumbram perspectivas de melhora em 2022”, afirma o estudo.

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