CONJUNTURA

Inflação ao produtor desacelera alta a 1,31% em novembro, aponta IBGE

Desaceleração levou o Índice de Preços ao Produtor (IPP) a acumular nos 12 meses até novembro avanço de 28,86%

GABRIELA CHABALGOITY *
postado em 05/01/2022 15:38 / atualizado em 05/01/2022 17:40
 (crédito: Suape/Divulga??o)
(crédito: Suape/Divulga??o)

Os preços ao produtor no Brasil desaceleraram a alta a 1,31% em novembro, de 2,26% em outubro, e a taxa acumulada em 12 meses chegou ao menor nível em quase um ano. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta quarta-feira (5/1).

Com isso, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) acumulou nos 12 meses até novembro avanço de 28,86%, quinto mês seguido em desaceleração e o menor valor desde fevereiro de 2021 (28,50%).

Esse índice mede a variação dos produtos sem a incidência de impostos e fretes. Para determiná-lo, o IBGE analisou 24 atividades, das quais 17 tiveram variação positiva no mês de novembro. A maior alta registrada é na indústria de refino de petróleo e produtos de álcool (0,71 ponto percentual), seguida de outros produtos químicos (0,47 ponto), e indústrias extrativas (-0,31 ponto).

Em nota, o gerente da pesquisa no IBGE, Manuel Campos Souza Neto, explicou que os setores com maior impacto no índice de novembro sofreram influência do comércio internacional. “Derivados do petróleo em função dos aumentos do óleo bruto durante o ano, apesar da queda neste mês, e o setor extrativo devido a uma queda muito grande nos preços do minério de ferro”, disse.

Outros dados apresentados pelo instituto mostram que os preços de derivados de petróleo e álcool aumentaram 6,63% no mês e chegaram a 80,13% em 12 meses. O setor químico apresentou avanço de 4,90%, acumulando alta de 60,69% em 12 meses. Por fim, o setor extrativo teve queda de 5,21%.

De acordo com o gestor da Bluemetrix Asset, Renan Silva, o indicador registra um arrefecimento desde junho. “Contudo, o acumulado do ano ainda é muito alto. Isso é reflexo da inflação dos insumos e a indústria precisa repassar os preços ao consumidor final. No país, temos observado queda nas vendas do varejo, principalmente, e isso afeta as encomendas às indústrias”, explicou.

“A maior influência para a elevação do IPP no decorrer do ano foi a variação de derivados do petróleo e do álcool, que, em 12 meses, registraram uma alta. Isso encarece muito as atividades extrativistas e industriais de transformação”, finalizou.

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro




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