Combustíveis

Caminhoneiros pedem fim da paridade de preços, mas não fecham por greve

Presidente da Associação Brasileira dos Condutores Automotores (Abrava), Wallace Landim, também conhecido como Chorão, ingressou com uma Ação Civil Pública no Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), com o pedido de suspensão da Política de Paridade de Preço Internacional (PPI) praticados pela Petrobras

Michelle Portela
postado em 14/03/2022 18:47
Wallace Landim, conhecido como Chorão, líder de movimento caminhoneiro -  (crédito: Reprodução/Facebook)
Wallace Landim, conhecido como Chorão, líder de movimento caminhoneiro - (crédito: Reprodução/Facebook)

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores Automotores (Abrava), Wallace Landim, também conhecido como Chorão, ingressou com uma Ação Civil Pública no Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1), com o pedido de suspensão da Política de Paridade de Preço Internacional (PPI). A Ação Civil Pública nº 1013904-21.2022.4.01.3400 está tramitando na 1ª Vara Federal da Sessão Judiciária do Distrito Federal desde o dia 12 de março.

"Como todos sabemos, a Petrobras desde 2016 mudou a sua política de preços adotando a Paridade de Preço Internacional — PPI, que significa vincular ao preço do barril de petróleo internacional e ao dólar. Essa vinculação tem levado aos aumentos frequentes e desproporcionais do preço dos combustíveis, como o último de 10/03/2022, onde só o diesel teve majoração de 24,9%", diz a nota.

De acordo com Chorão, um dos líderes das paralisações de caminhoneiros em 2018, a categoria ainda não fechou questão sobre uma possível greve. "Estamos discutindo com outros setores. A sociedade precisa se conscientizar que o problema está na ponta", explica. 

"Não somos contra a Petrobras ter lucro, o que não aceitamos é que ela tenha um lucro de 1400% em detrimento do sofrimento dos brasileiros, e principalmente daqueles que trabalham com o transporte", segue a nota.

Petrobras

Na nota divulgada à imprensa, a própria Abrava informa que a Petrobras já reagiu à ação e pediu que o processo seja remanejado para a 9º Vara Federal da Sessão Judiciária do Distrito Federal, e também requereu prazo para se manifestar antes do magistrado decidir sobre o pedido de urgência.



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