R$ 6,1 bilhões para refinarias

Correio Braziliense
postado em 11/05/2022 00:01

Um dos fatores a contribuir para a alta dos combustíveis é a precariedade do setor de refino de derivados de petróleo no Brasil. Para preencher essa lacuna, a Petrobras promete investir R$ 6,1 bilhão em seis refinarias a serem concluídas até o final de 2025.

O Brasil é exportador de petróleo, mas importa cerca de 20% dos derivados, especialmente o óleo diesel. Para abastecer o mercado interno, é preciso importar diesel e gasolina. Essa situação contribui para a alta de preços na bomba.

Márcio Félix, ex-secretário de Petróleo do Ministério de Minas e Energia e atualmente CEO da EnP Energy, defende mudanças emergenciais para garantir a sustentabilidade do setor.

"Não acredito em falta de derivados, incluindo o diesel, ao longo dos próximos meses. O que se mantém é a falta de perspectivas de investimentos em refinarias de maior porte. Essa necessidade de importação de alguns derivados tende a manter como necessária a prática do preço de paridade de importação. E isso não ocorre por questões legais, mas sim pelas regras básicas de funcionamento de qualquer mercado", explica Félix.

Em outras palavras, mantém-se o dilema. "O Brasil é um grande produtor e exportador de petróleo cru, com um mercado interno significativo de derivados, porém, está preso nesse círculo vicioso da equação do preço de paridade de importação", critica.

Impactadas pela Operação Lava-Jato, as refinarias da Petrobras poderiam estar produzindo 3,4 milhões de barris refinados por dia desde 2015, posicionando o Brasil entre os cinco maiores produtores do mundo. Atualmente, as refinarias da Petrobras processam 1,9 milhão de barris por dia, volume próximo do registrado em 2008.

Por meio de nota, a Petrobras informou ao Correio que pretende manter o programa de investimentos nas refinarias. "A Petrobras ainda irá realizar investimentos de US$ 6,1 bilhões em Refino nos próximos cinco anos, com objetivo de expansão de capacidade de refino, geração de produtos de maior qualidade (como o diesel S-10, de baixo teor de enxofre) e para posicionar suas refinarias entre as melhores do mundo em eficiência e desempenho operacional", detalhou.

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