TRANSPORTE

Indústria de automóveis alcança melhor trimestre do ano no Brasil

Alta de 19,3% em setembro em relação ao mês anterior, contudo, não afasta o temor por uma nova piora no fornecimento de semicondutores utilizados na fabricação dos veículos

Michelle Portela
postado em 07/10/2022 14:59
 (crédito: AFP / Toshifumi KITAMURA)
(crédito: AFP / Toshifumi KITAMURA)

A indústria nacional de automóveis, incluindo comerciais leves, caminhões e ônibus, registrou o melhor trimestre do ano, com 665 mil unidades montadas, entre julho, agosto e setembro, 11,6% a mais que no trimestre anterior, de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em relação ao acumulado no trimestre em relação comparado ao mesmo período do ano passado, o crescimento de 19,3%, contudo, não afasta o temor por uma nova piora no fornecimento de semicondutores utilizados na fabricação dos veículos. 

Em setembro, a produção de 207,8 mil veículos foi 12,7% menor do que em agosto deste ano; os emplacamentos de 194 mil recuaram 7% e as exportações caíram 39%, em função das recentes restrições impostas pela Argentina, do esgotamento da cota de isenção para a Colômbia e de problemas logísticos. Porém, quando comparados a setembro de 2021, todos os índices melhoraram: 19,3% de alta na produção, 25,1% nas vendas e 19,3% nas exportações.

Quando o parâmetro é o acumulado do ano, houve ganhos na produção (6,3%) e nas exportações (31,2%), além de leve recuo nos emplacamentos (4,7%). 

Queda

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, avalia que os números de setembro ainda foram prejudicados pelos feriados no período. “Historicamente, setembro não repete os bons números de agosto, um mês mais longo e sem feriados, mas gostaria de destacar a contínua evolução da média diária de vendas desde janeiro, atingindo 9,2 mil emplacamentos por dia útil, melhor resultado do ano, indicando que as projeções da Anfave serão atingidas”, afirmou.

O segmento com melhor desempenho é o de ônibus, com alta acumulada no ano de 63,6% na produção, 8,8% nos licenciamentos e 39% nos embarques para outros países.

Semicondutores 

A crise de semicondutores experimentada durante a pandemia, quando a importação de insumos foi prejudicada pelo lockdown na China e nos Estados Unidos, principais fornecedores do insumo, ainda representa novo risco de piora desse mercado. 

“Em 2023 também teremos problemas com semicondutores. A expectativa é de que comece a ter um sinal melhor a partir do segundo semestre do próximo ano”, explica Márcio de Lima Leite.

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