Governo Lula

Rui Costa admite "impacto evidente" de aumento do salário mínimo

Em entrevista coletiva após a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (6/1), o ministro da Casa Civil reconheceu um "impacto evidente" do reajuste do salário mínimo sobre as contas do governo

Rafaela Gonçalves
postado em 06/01/2023 16:56 / atualizado em 06/01/2023 16:58
 (crédito:  Ed Alves/CB)
(crédito: Ed Alves/CB)

Em entrevista coletiva após a primeira reunião ministerial, nesta sexta-feira (6/1), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, reconheceu um "impacto evidente" do reajuste do salário mínimo sobre as contas do governo. Sem dar muitos detalhes, o ministro indicou que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) represou a concessão de aposentadorias e pensões para evitar aumento de gastos, liberando esse fluxo após as eleições.

"Há impacto evidente no tocante ao salário mínimo. Um represamento que foi feito das aposentadorias e, no segundo semestre, foi liberado, principalmente depois da eleição. Um contingente grande, o que mostrava que o represamento não era de dificuldade administrativa", disse Costa.

Segundo o ministro, esta seria uma estratégia financeira de conter pagamentos. “Se fosse dificuldade administrativa não haveria como liberar um volume gigantesco como foi liberado no pós-eleição. Então, nitidamente, em nossa opinião, fica caracterizado que a dificuldade não era fluxo administrativo, e sim estratégia de contenção aposentadorias", completou.

Até o momento, o salário mínimo não foi corrigido para R$ 1.320, como prometido em campanha. Sem adiantar a declaração, o chefe da Casa Civil disse que, a pedido do presidente Lula, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, fará um pronunciamento sobre o assunto ainda hoje ou na próxima segunda-feira (9).

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