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Conflito Israel-Hamas pode provocar alta do petróleo, diz Banco Mundial

O petróleo já subiu 6% desde o início do conflito. O confronto entre Israel e Hamas no Oriente Médio se dá na esteira da guerra entre Rússia e Ucrânia

Fumaça subindo durante o bombardeamento israelense no norte da Faixa de Gaza -  (crédito: MENAHEM KAHANA / AFP)
Fumaça subindo durante o bombardeamento israelense no norte da Faixa de Gaza - (crédito: MENAHEM KAHANA / AFP)
postado em 30/10/2023 13:51 / atualizado em 30/10/2023 13:51

A guerra entre Israel e o movimento islâmico palestino Hamas pode causar aumento no preço de matérias-primas, como petróleo ou produtos agrícolas, caso o conflito se agrave no Oriente Médio, alertou nesta segunda-feira (30/10) o Banco Mundial (BM) em relatório.

O petróleo já subiu 6% desde o início do conflito, deflagrado quando milicianos do Hamas mataram mais de 1.400 pessoas no sul de Israel, a maioria civis, e sequestraram aproximadamente 240 reféns, de acordo com autoridades israelenses.

Israel respondeu com um implacável bombardeio a Gaza, uma ofensiva que, de acordo com o Ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas, já matou mais de 8.000 pessoas, quase metade delas crianças.

Esse conflito entre Israel e Hamas no Oriente Médio se dá na esteira da guerra entre Rússia e Ucrânia, que representa "o maior choque para os mercados de produtos básicos desde a década de 1970", advertiu o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill.

Esta pressão "teve efeitos perturbadores na economia global, que persistem até hoje", afirmou Gill no comunicado.

"Os formuladores de políticas terão que ficar atentos. Se o conflito (entre Israel e Hamas) se intensificar, a economia global enfrentará um duplo choque energético pela primeira vez em décadas", acrescentou.

Muitos dos possíveis aumentos de preços irão depender do que vier a acontecer nas exportações mundiais de petróleo, indicou a intuição.

Em um cenário otimista, o petróleo poderá subir entre 3% e 13% - em uma faixa entre US$ 93 (R$ 460,10) e US$ 102 (R$ 504,63) por barril. Um cenário intermediário prevê que os preços aumentem até US$ 121 (R$ 598,63) e, no pior dos casos, o petróleo alcançará o máximo entre US$ 140 (R$ 692,63) e US$ 157 (R$ 776,74), um valor que potencialmente superaria todas as altas históricas desde 2008.

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